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SÃO PAULO – As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) registram nesta segunda-feira (8) sua nona queda nos últimos onze dias, renovando seu menor patamar desde 2005 – no caso das ordinárias. Ainda assim, analistas insistem que essa não é hora para comprar. No acumulado das últimas duas semanas até hoje, os papéis ordinários caíram 17%, a R$ 11,24, enquanto os preferenciais recuaram 16%, a R$ 12,03, segundo cotação das 11h24 (horário de Brasília).
Embora aparentemente o papel pareça “barato”, tendo perdido desde o dia 2 de setembro até a última sexta-feira R$ 157 bilhões em valor de mercado, o mercado não vê motivos fundamentalistas para comprar, sinalizando ainda muitas incertezas no case de investimentos da estatal.
Permanecendo cética sobre a companhia, a XP Investimentos dá apenas quatro saídas para a Petrobras: venda de ativos; redução no capex (investimentos em bens de capital), principalmente no pré-sal; novo reajuste de preços de combustíveis; e nova emissão de ações.
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E não é somente isso. A Petrobras perderá participação na nova carteira do Ibovespa, que entrará em vigor no dia 5 de janeiro, o que deve trazer ainda mais pressão vendedora. O que se une aos motivos da corretora para “não recomendar exposição ao ativo”. A expectativa, segundo a primeira prévia da carteira teórica do Ibovespa, é que a participação da estatal no índice caía de 8,7% para 5,542%.
No mesmo sentido, o analista Flávio Conde comenta: a ação parece “barata” nesse patamar, mas não há motivos fundamentalistas para recomendar compra do papel agora. O que fazer? Continuar vendendo PETR4, mesmo com a ação próxima ao suporte psicológico dos R$ 12, comenta. Para ele, essa tende a ser mais uma semana negativa, que conta na sexta-feira ainda com a divulgação dos resultados não auditados do terceiro trimestre da estatal.