Reajuste

Petrobras: alta de 10% no combustível atenderia investimentos sem afetar dívida

Analistas do Citi também explicam que o aumento no combustível deixaria a relação entre preço e lucro da ação mais atrativo para o investidor

SÃO PAULO – Após os comentários do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre um possível aumento no preço dos combustíveis no 1º trimestre de 2013, a Citi Corretora realizou uma análise sobre o impacto das medidas para a Petrobras (PETR3; PETR4), que com a redução da tarifa da energia elétrica pode aumentar seu preço sem impacto na inflação.

Para os analistas Pedro Medeiros e Fernando Valle, o preço da gasolina no País está 11% abaixo do praticado no mercado internacional, enquanto o diesel está 26% menor. A corretora ainda destaca que o valor do diesel tem maior impacto para a companhia, já que tem maior participação na receita e nas importações da Petrobras.

De acordo com a análise, a companhia precisa de um aumento de 10% a 12% no preço dos combustíveis para conseguir manter seu plano de investimentos sem aumentar a relação entre dívida líquida e Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização).

Além disso, a Citi explica que um aumento de 10% nos preços faria com que a relação Preço/Lucro da Petrobras diminuísse de 11,7x para 8,5x – um P/L menor é um indicativo de que a ação está “barata”.