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SÃO PAULO – O presidente da Petrobras (PETR3; PETR4), Aldemir Bendine, enviou uma carta para os integrantes do conselho de administração da estatal onde ele afirma que ainda não há uma decisão sobre a redução dos preços dos combustíveis. O documento foi obtido tanto pela Bloomberg quanto pelo jornal Folha de S. Paulo.
No texto, Bendine diz que a companhia monitora permanentemente a composição de custos e o comportamento do mercado e debateu se a redução dos preços poderia reverter a retração das vendas. “Estamos todos aqui, diretores e conselheiros, com o objetivo de atender única e exclusivamente os interesses da Petrobras‘”, diz a carta.
“Não houve qualquer avanço além disso – apenas um debate sobre a elasticidade do mercado neste momento e seus efeitos na nossa estratégia e nos nossos resultados”, escreveu o presidente da Petrobras. “‘Não há qualquer tipo de politização deste tema”, afirmou.
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Entre os conselheiros, a maioria acredita que a estatal não deve reduzir preços neste momento, sob o risco de prejudicar o processo de ajuste em suas contas. Com uma dívida de quase R$ 500 bilhões, a companhia vem cortando custos e investimentos para tentar sobreviver à crise.
Às 20h (horário de Brasília), a Petrobras enviou esclarecimento à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e afirmou que não há previsão de reajuste. “A Petrobras informa que não há previsão, neste momento, de reajuste nos preços de comercialização de gasolina e diesel. Sobre o assunto, vale esclarecer que a Companhia avalia permanentemente a competitividade de suas práticas e condições comerciais. Fatos julgados relevantes sobre o tema serão tempestivamente divulgados ao mercado”, diz a nota.
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