Petrobras acata pedido de governo argentino e baixa preços de produtos

Axel Kicillof, ministro da Economia, destacou que as remarcações de preços, que chegaram até a 15% por causa da queda do peso, foram "especulações e erros"

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SÃO PAULO – A Petrobras Argentina, subsidiária da Petrobras (PETR3; PETR4) acatou o pedido do governo argentino e diminuiu preços por lá, nesta quarta-feira (29). A companhia – e outras empresas do setor petroquímico e siderúrgico – deverão retornar os preços dos produtos para o patamar prévio do dia 21 de janeiro, antes da desvalorização do peso. 

Axel Kicillof, ministro da Economia, destacou que as remarcações de preços, que chegaram até a 15% por causa da queda do peso, foram “especulações e erros”. Ele determinou que produtos dependentes de insumos importados, como eletrodomésticos, aumentarão, no máximo em 7,5% e determinou punições para os estabelecimentos que desobedecerem essa decisão. 

Há um congelamento de preços em diversos produtos em curso na argentina, desde o começo do ano passado – e que foi elevado nesta sessão. “Não há nenhum motivo racional, lógico, para que o movimento no valor da moeda se traslade às mercadorias”, afirmou o ministro, formado em economia.