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SÃO PAULO – Ao contrário do apresentado pela TIM (TIMP3), a expansão de receita da Telefônica Brasil (VIVT4) está sendo mitigada pelas perdas nos serviços do segmento fixo. Durante o quarto trimestre de 2011, os produtos de voz desse tipo tiveram uma baixa anual de 3,8% na receita. Considerando o negócio como um todo, a redução foi de 2,8%.
Se a diminuição não é tão relevante no percentual, o problema é que a Vivo não conseguiu resgatar o faturamento do grupo como um todo. A concorrente liderou as adições líquidas à base de clientes com seus celulares durante o ano, com 13,1 milhões de novas linhas. Já a operadora da Telefônica teve 11,26 mihões novos clientes.
Esse movimento de menor participação do fixo nas receitas de todas as teles é explicado pelo cenário de substituição do brasileiro da rede pela móvel. Como a Vivo já detém a maior participação do mercado, fechando 2011 em 29,5%, contra 26,5% da TIM, o espaço fica um pouco mais reduzido para o crescimento.
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Expansão fora de SP
Por isso a Telefônica quer tanto manter seu market share móvel como expandir os serviços, principalmente do segmento fixo, para fora do estado de São Paulo, onde a empresa já está bem consolidada. “Estamos entrando no Nordeste de maneira mais forte, mas não para destruir valor”, avisa Paulo César Teixeira, diretor-presidente da empresa, durante teleconferência de resultados realizada nesta quinta-feira (16).
O adendo sobre a força da concorrência foi porque, durante teleconferência para comentar seus resultados do quarto trimestre e do ano, várias perguntas surgiram quanto à possibilidade de ela se acirrar daqui pra frente. O mercado teme que as empresas comecem a perder fatia do negócio ou diminuir sua rentabilidade para conseguir ganhar em competitividade.
Teixeira, porém, nega que exista essa possibilidade. “Queremos market share e rentabilidade. Temos isso hoje e queremos permanecer assim”, cravou. Além do crescimento fora de SP, a Telefônica também diversifica o portfólio de serviços, como por exemplo os pagamentos via celular. E para continuar mantendo a eficiência, resolveu manter os investimentos para este ano como os do anterior, em R$ 5,7 bilhões, aproximadamente.