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SÃO PAULO – O UBS vê a ascensão de Tito Martins ao cargo de Roger Agnelli como positiva, em meio aos pesados rumores acerca da troca no comando da Vale (VALE3, VALE5), embora ressalte que o novo comandante da empresa sofreria com maiores pressões políticas por parte do Governo.
A recomendação e o preço-alvo para os ADRs (American Depositary Receipts) da Vale, negociados em Nova York com o código VALE, não foram alterados. Desta forma, a recomendação é neutra, e o preço-alvo é de US$ 37,75, upside (potencial teórico de valorização) de 17,20% em relação a cotação do último fecahmento.
Especulações
Rene Kleyweg, analista do UBS, destaca que na última semana, as crescentes especulações em torno da saída de Roger Agnelli da direção da mineradora culminaram com notícias na sexta-feira dando conta de que a decisão já estaria sacramentada, embora nada tenha sido confirmado pela mineradora.
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Kleyweg lembra que as especulações em torno dessa troca de comando na Vale já existem desde o ano passado, por conta dos atritos entre Agnelli e o Governo. A avaliação é de que o resultado real é menos importante do que as circunstâncias que geraram isso – no caso, a interferência política. A expectativa é que qualquer que seja o novo CEO (Chief executive officer) da mineradora, ele irá enfrentar maiores pressões políticas.
Favorito
Neste cenário, Kleyweg cita o nome de Tito Martins, que aparece como favorito a sucessão de Agnelli na direção da Vale. Com este nome, o Governo conseguiria cumprir seu objetivo de tornar a troca de comando na companhia mais amigável para o mercado, apontando alguém de dentro da empresa. “Se confirmado, nós podemos ver isso positivamente”, finaliza Rene Kleyweg.