Para analistas, captação da Hypermarcas é positiva e aponta para nova aquisição

Com emissão de debêntures apoiada pelo BNDES, equipe da Itaú eleva valor justo para ações e aposta no setor farmacêutico

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SÃO PAULO – Analistas acreditam que a captação de aproximadamente R$ 1 bilhão realizada recentemente pela Hypermarcas (HYPE3) aponta para o reforço da estratégia da empresa de consolidação no mercado de bens de consumo, podendo indicar um movimento direcionada para o segmento farmacêutico.

Segundo relatório produzido pelo analista Carlos Albano, do Citi, tal anúncio é ligeiramente positivo para a companhia, pois fortifica o seu perfil de dívida.

Já para o Itaú, uma possível compra feita pela Hypermarcas pode adicionar valor à empresa e, por este fato, o banco eleva o valor justo de R$ 22,30 por ação para R$ 32,30, considerando a operação. Do mesmo modo, mantém sua recomendação de market-perform (desempenho em linha com a média do mercado).

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Participação do BNDES
Outra questão relevante é a participação do BNDES na estratégia, pois metade das debêntures emitidas será convertida em ações a serem subscritas pelo banco de desenvolvimento. Na visão do Itaú, a participação do banco faz parte de sua estratégia de consolidar o setor farmacêutico, através de uma empresa nacional.

Por sua vez, o Citi entende que os investidores possam enxergar um lado negativo nessa participação, uma vez que se pode esperar intervenção do governo na Hypermarcas, exercendo certa pressão no sentido de qual empresa deverá ser comprada. Entretanto, em sua análise, esse não será o caso, pois mesmo que o BNDES subscreva 100% das ações sua participação máxima da Hypermarcas será de 3,4%, o que não dá direito de decisão.