Pão de Açúcar e Carrefour: ex-conselheiro do Cade explica riscos da fusão

Arthur Barrionuevo detalha como ocorre a avaliação de concentração de mercado no setor varejista

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SÃO PAULO – Após objeções do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) no caso Brasil Foods (BRFS3), a avaliação de risco jurídico em processos de grandes fusões segue no centro do radar de investidores, vindo à tona novamente com a proposta de aquisição do Carrefour Brasil pelo Pão de Açúcar (PCAR4).

Arthur Barrionuevo, ex-conselheiro do Cade, explica que a análise geográfica é ponto chave para compreender a questão. “O mercado geográfico é definido para supermercados baseado em uma metodologia da SEAE (Secretaria de Acompanhamento Econômico, do Ministério da Fazenda) que é de difícil aplicação”, afirma.

Metodologia
Em termos gerais, a verificação pode ser feita através da concentração de vendas resultante da fusão em cada município onde ambas as companhias estão presentes, sendo essa uma avaliação preliminar para identificar eventuais problemas por localidade.

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Em seguida, deve-se avaliar que tipo de estabelecimento será classificado como concorrente destes supermercados, como por exemplo se apenas comércios com mais de dois caixas serão considerados como concorrentes ou também o varejo tradicional.

“Isso definirá a facilidade de entrada no mercado e o número de concorrentes considerados”, explica Barrionuevo, que reconhece a necessidade informações mais detalhadas de Carrefour e Pão de Açúcar para crivar uma posição específica para o caso.