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SÃO PAULO – Os executivos do Grupo Pão de Açúcar (PCAR4) exaltaram os resultados apresentados após o pregão de quinta-feira (12) como positivos e dentro do guidance proposto em setembro do ano passado, que não foi alterado.
Apesar da redução de 34,9% do lucro líquido, o diretor presidente Enéas Pestana alerta para a dificuldade de se comparar os trimestres, por conta de alguns fatores como a sazonalidade – efeito Páscoa, que impactou positivamente nas receitas do primeiro trimestre de 2010 e neste ano ocorreu no segundo trimestre – e outras questões como o fim da isenção do IPI e até mesmo pelo ano anterior ser de Copa do Mundo, que impulsionou a venda de televisores.
Por fim, os executivos ressaltam a integração integral da Casas Bahia, que não constava nos números da empresa no primeiro trimestre de 2010.
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Despesas financeiras
No entanto, em discussão com analistas, o tema discutido centrou-se na questão das despesas financeiras, que saltaram 221,7% no primeiro trimestre deste ano sobre o mesmo período do ano anterior. Os executivos classificam o resultado em linha com o esperado e não mostram-se preocupados em atingir o guidance proposto para o ano.
Para alcançar o desempenho pretendido, os executivos ressaltam a estratégia de redução das vendas sem juros nos negócios – que já chegaram ao patamar de 70% e, agora, alcançam percentual inferior a 50% -, enquanto as vendas com juros aumentam, em um movimento considerado como favorável para as receitas financeiras e sustentável.
E esta estratégia, conforme indicam executivos da empresa em teleconferência, não impactará negativamente no volume das vendas, até porque as empresas concorrentes estão seguindo o mesmo movimento, que deverá prosseguir ao longo dos meses deste ano.