Otimismo: HSBC eleva recomendação e lista 6 motivos para comprar Gerdau

Contudo, analistas do banco mostram certo ceticismo com Usiminas e CSN, mantendo recomendações neutra e de venda apesar da elevação de preço-alvo

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SÃO PAULO – Em meio a um cenário mais otimista para o setor siderúrgico e com o aumento nos preços de aço longo, os analistas do HSBC elevaram a recomendação para as ações da Gerdau (GGBR4) de neutra para overweight (desempenho acima da média do mercado), citando diversos positivos para estarem positivos com os papéis GGBR4. 

Além disso, os analistas Leonardo Correa e Luiz Fornari  elevaram os preços-alvo para os papéis da Usiminas (USIM3;USIM5) e CSN (CSNA3), mas mantendo as classificações atuais, de neutra e underweight (desempenho abaixo da média do mercado). Para os papéis GGBR4, o preço-alvo passou de R$ 14,00 para R$ 19,00. 

A opinião positiva dos analistas com relação à Gerdau baseia-se em seis fatores. Confira:

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1. Aumento nos preços de aço longo: segundo apontam os analistas, este aumento está acontecendo e com um impacto que pode ser amplo, sendo bastante sentidos principalmente no segundo semestre de 2013.

2. Impacto positivo nas margens: a companhia tem uma cadeia de projetos que agregam valor, o que pode levar a um aumento do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) em 20% para 2014, avaliam os analistas. Entre os projetos, está a nova linha  de bobinas laminadas a quentes, o projeto de expansão do minério de ferro e a expansão das Usinas de Cosigua e Pindamonhangaba.

3. Possível ciclo de elevação nas projeções de resultados: na opinião dos analistas, a Gerdau divulgou os melhores resultados dentre as siderúrgicas brasileiras no segundo trimestre, pois conseguiu mostrar resultados muito acima do esperado nível operacional, além de gerar fluxo de caixa livre significativo. Os analistas estão fazendo agora projeções cerca de 10% acima do consenso e esperam uma revisão nas estimativas das outras casas para cima.

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4. Geração mais forte de fluxo de caixa livre: o estimado pelos analistas é de perto de R$ 2 bilhões em 2014, representando um yield de cerca de 7%, considerada forte pelos analistas, graças à melhoria nos resultados operacionais e à redução dos investimentos. 

5. Aposta menos arriscada na desvalorização do real. Os analistas também destacam que, mantidas as demais variáveis, a desvalorização do real é estruturalmente positiva para a Gerdau, já que seus preços são estabelecidos em dólares, e os custos na moeda americana representam cerca de 60-70% dos custos totais.

“Em nosso universo de cobertura do setor de siderurgia, vemos a Gerdau como beneficiária e uma aposta de menor risco na desvalorização do câmbio”, destacam Correa e Fornari. Eles ressaltam que a companhia possui uma maior probabilidade de repasse da desvalorização cambial para os preços domésticos, em consequência do mercado mais balanceado em aços longos do que planos, além de ter 40% do Ebitda vindo de subsidiárias do exterior.

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6.Resultados nos EUA chegam ao ponto mais baixo: apesar da preferência relativa pela Gerdau não se basear em uma forte recuperação em sua divisão nos EUA, os analistas acreditam que a lucratividade dessa divisão continua bem abaixo do potencial. A divisão registrou margem Ebitda (Ebitda/receita líquida) em torno de 5% no segundo trimestre, pois continua a ser afetada pela perda de participação de mercado no entre o final do ano passado e o início deste.

“Analisando mais à frente, esperamos que ela registre uma melhoria gradual em seus resultados, e projetamos que suas margens subam para cerca de 7-8% em 2014, e para um nível mais normalizado em torno de 10-12% no longo prazo”, ressaltam os analistas.

Usiminas e CSN: não tão bons assim
Já com relação à Usiminas e à CSN, os analistas veem uma melhoria na percepção e anúncio de aumentos de preços como ventos favoráveis no curto prazo. Contudo, com relação à Usiminas, ainda se enxerga um ambiente bastante difícil para a indústria automotiva – os analistas esperam que os custos subam. Assim, Fornari e Correa aumentaram o preço-alvo de R$ 9,00 para R$ 10,00 dos ativos, com base nos aumentos discretos do preço de aço, mas mantém cautela com a companhia em virtude da avaliação.

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Já o preço-alvo dos ativos da CSN foi elevado de R$ 5,50 para R$ 6,00. Para os analistas, as últimas notícias sobre um possível acordo com a ThyssenKrupp, em que a CSN compraria apenas a Usina de Alabama da companhia alemã, é um pouco melhor do que esperado inicialmente. Isso porque ela não adquiriria a “problemática” usina CSA que, ao ver dos analistas, ainda precisa de investimentos significativos para recuperar as operações.

“Entretanto, observamos que o fluxo de notícias conflitantes sobre a estrutura desse possível acordo muda quase a cada semana, o que aumenta a incerteza sobre o assunto”, destacam, ressaltando que os índices de alavancagem da companhia continuam altos, há grandes riscos de execução e alocação de capital e as avaliações são caras. 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.