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SÃO PAULO – Na última sexta-feira (13), a MMX Mineração (MMXM3) realizou uma teleconferência para dar maiores detalhes sobre a transação anunciada no dia 10 de setembro com a Trafigura e o fundo Mudabala. No negócio, os compradores irão aportar US$ 400 milhões para obter 65% do Porto Sudeste. Apesar de muitas respostas, o encontro também deixou algumas dúvidas nos analistas.
Além do aporte, Trafigura e Mudabala irão assumir todas as dívidas da MMX Sudeste Mineração, que chega em R$2,7 bilhões, ficando também responsável pelos compromissos do título MMXM11. Para os analistas Juliana Chu e Ricardo Schweitzer, da Votorantim Corretora, com esse cenário, agora a MMX deve ser analisada somente com base em suas operações em Serra Azul.
Thiago Lofiego e Karel Luketic, do Bank of America Merrill Lynch, destacam alguns pontos da teleconferência que chamaram atenção. Entre diversas explicações dadas pela companhia, a dupla afirma que com a transferência da dívida para o Porto Sudeste, a nova MMX estará livre de qualquer dívida. Além disso, os volumes de 7 milhões de toneladas serão sustentáveis até 2023 sem que ocorra nenhum investimento significativo.
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Eles destacam também o fato de que esta operação não está sujeita à aprovação dos acionistas minoritários e que as obrigações de fornecedores para a expansão da mina permanecem com a mina, mas os valores não foram informados. Por fim, a MMX ainda ressaltou que todo o comércio de ferro será feito pela Trafigura.
Dúvidas ainda restam
Por outro lado, os analistas do BofA afirmam que alguns pontos não foram detalhados e prejudicam para uma precificação dos ativos. Em primeiro lugar, a MMX não informou qual foi a tarifa acordada com o Porto e não anunciaram quando o porto poderá entrar em operação, mas afirmaram que o primeiro semestre de 2014 é um período viável.
Assim como destacado anteriormente, eles lembram que não foram informados os valores em relação às responsabilidades dos fornecedores para a expansão da mina. Por fim, a dupla ressalta que não foram explicados quais seriam os fatores que poderiam cancelar o negócio e que não ficou clara qual será a nova estrutura acionária da companhia.
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Enquanto isso, a equipe da Votorantim destaca que este é um cenário de novos desafios para a MMX, que passa agora a focar seus esforços na expansão de sua capacidade de mineração, tendo em vista que o conteúdo friável de minério de ferro atual nas suas minas deve ser suficiente até 2018 ou 2019.
Passado este período, Chu e Schweitzer as afirmam que as opções da companhia passam a ser a exploração de áreas adjacentes, tais como Pau de Vinho, ou a realização de investimentos adicionais na sua estrutura de produção para adaptá-la ao minério de ferro compacto. Porém, em ambos os casos, eles entendem que teria que haver um novo parceiro, mas que isso não deve ocorrer no curto prazo.