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SÃO PAULO – Os resultados do primeiro trimestre de 2014 da Vale (VALE3;VALE5) – apesar de não contar com efeitos não recorrentes como impairment e efeito do pagamento do Refis que levaram a um prejuízo bilionário no último trimestre de 2013 -, não foi bem recebido pelo mercado.
As ações da mineradora, apesar de diminuírem as perdas durante o pregão, seguem como uma das maiores quedas do índice, com queda de 2,15% para os ativos VALE3 e de 2,10% para os PNA, de acordo com cotação das 11h08 (horário de Brasília). Mais cedo, os papéis ON tiveram perdas 3,56% e de 3,82% para os ativos PNA.
Mas o que decepcionou tanto nos números da companhia? A XP Investimentos destacou três pontos que explicam porque os dados da empresa não agradaram o mercado. Confira:
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1. Volume de venda abaixo do esperado: os volumes de venda atingiram 57,843 megatoneladas no primeiro trimestre de 2014, um aumento de 3,9% em relação ao mesmo período de 2014, suportado pelo aumento de produção na maioria das minas da Vale. Porém, as estimativas do mercado é de que houvesse um crescimento de pelo menos 8% no volume de vendas.
2. Decepção com preço do minério de ferro: o preço médio realizado de minério de ferro da Vale caiu de US$ 112,97 por tonelada métrica no quarto trimestre para US$ 90,52 no 1T14, uma queda de quase 20% e mais acentuada do que a redução na média do indicador de preços Platt’s IODEX 62% de US$ 134,6 por tonelada métrica seca no quarto trimestre para US$ 120,40 neste ano.
Enquanto a queda dos preços do mercado foi de cerca de 10%, a queda dos preços da mineradora foi de 19%. De acordo com a empresa, esta diferença decorre de um efeito negativo da reversão do preço provisório registrado no final de 2013 e contabilizado no início deste ano. A diferença de preço foi ampliada pelos ganhos registrados no quarto trimestre. como resultado dos preços realizados maiores que os preços provisionados).
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3. Ebitda ajustado em queda: por fim, a geração de caixa, medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado, foi de US$ 4,058 bilhões no 1T14, ficando 38,9% abaixo do quarto trimestre.
Este número decorre dos menores preços e volumes de venda de minério de ferro, de US$ 2,399 bilhões, e menores dividendos recebidos de empresas coligadas, de US$ 488 milhões, os quais tradicionalmente se concentram no final do ano.