Opções de Petrobras disparam até 1.000% em apenas 7 dias

Com o rali da Bolsa, opções de blue chips que estavam rumo ao "pó" ganham vida no final do exercício

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SÃO PAULO – Com o rali da Bolsa nos últimos dias, opções de blue chips que estavam rumo ao “pó” ganharam vida no mercado no final do exercício – lembrando que o vencimento desses contratos na BM&FBovespa ocorre sempre na terceira segunda-feira do mês (dia 17 de outubro). Enquanto as ações preferenciais da Petrobras subiam pelo sétimo pregão seguido, acumulando valorização de 22% da mínima registrada no dia 27 de setembro até a máxima registrada hoje, opções da estatal saltavam até 1.000% no mesmo período. 

Esse era o caso do contrato PETRJ9, que tem preço de exercício em R$ 15,00 no dia 17 de outubro, e passou de R$ 0,08 para R$ 0,88 nesta sessão, em meio à possibilidade cada vez maior de que a ação da petrolífera siga acima desse patamar (R$ 15,00) até o vencimento de opções sobre ações na BM&FBovespa. Na prática: quem comprou R$ 1.000,00 desses contratos há sete dias e vendeu na máxima deste pregão ganhou R$ 10.000,00. Hoje, essas opções subiam 49,02%, R$ 0,79, às 14h18 (horário de Brasília). 

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Mas não eram somente elas que chamavam atenção. Outras opções mais “fora do dinheiro” (com preço de exercício acima da cotação atual da ação) subiam ainda mais forte nesta sessão, como PETRJ56 e PETRJ46, com “strikes” em R$ 16,25 e R$ 16,50. Esses contratos registravam ganhos de 100% e 60% neste momento, a R$ 0,18 e R$ 0,12, respectivamente. Da mínima registrada dia 27 de setembro até a máxima de hoje, esses papéis subiram cerca de 490%. 

Entenda em 4 passos como funciona o mercado de opções:

1) O que é uma opção?
A opção é um derivativo negociado na Bolsa de Valores. E como qualquer derivativo, seu preço “deriva” da oscilação do ativo ao qual ela se lastreia – no caso de uma opção de ação, o contrato varia de acordo com as oscilações desta ação na Bovespa.

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Quem compra uma opção está adquirindo o “direito” de comprar ou vender alguma ação; já quem vende a opção tem a obrigação de atender a exigência daquele que comprou o contrato. Ou seja: se você vendeu uma opção de compra e essa opção for exercida, você terá que vender essa ação ao detentor da opção pelo preço estabelecido; se você vendeu uma opção de venda e ela for exercida, você terá que comprar esta ação ao preço estabelecido.

2) O que é uma opção de compra? E uma opção de venda?
Existem dois tipos de opções: de compra (call) e de venda (put). Quando um investidor compra uma “call”, ele está adquirindo o direito de comprar uma determinada ação a um preço já estabelecido (que é preço de exercício, ou “strike”) até um dia de vencimento já firmado. Para o investidor que compra uma “put”, ele está adquirindo o direito de vender uma ação até um dia determinado a um valor já estabelecido. 

3) O que significam as letras e números de uma opção?
Tanto para “call” como para uma “put”, todas as informações sobre o ativo, o preço de exercício e o vencimento já estão explícitos no contrato. As 4 primeiras letras denominam qual ação é o alvo da opção; a 5ª letra define se é uma opção de compra ou de venda e qual o vencimento da mesma; já os números definem qual o preço estabelecido para exercer este direito.

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Pegando por exemplo a “PETRJ9“, citada acima:
> PETR: a opção refere-se à ação da Petrobras
> J: é uma opção de compra com vencimento em outubro 
> 9: define o preço de exercício da opção (obs: nem sempre o número explícito no contrato é exatamente o “strike” exato de uma opção: no exemplo citado, o preço de exercício é R$ 15,00).

4) Quando vence uma opção?
As opções de ações vencem toda 3ª segunda-feira do mês. Em meses em que há um feriado na 3ª segunda-feira, o vencimento é antecipado para a 2ª segunda-feira.