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SÃO PAULO – O mercado já demonstrava ontem mesmo o que estava por vir hoje, com os ativos negociados na Bolsa de Nova York disparando com o anúncio do pedido do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Um movimento que se estende para o pregão desta quinta-feira (3) e leva ativos de peso do Ibovespa para altas de mais de 7%. Para quem acompanha o mercado de derivativos, a valorização foi ainda mais impressionante.
As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) chegaram a subir quase 9% mais cedo. Ao final do dia, os papéis preferenciais (PETR4) fecharam a R$ 7,98, alta de 6,12%. No mercado de opções, cujos contratos acompanham seu ativo derivado, a alta das “calls” (contratos de opção de compra) da Petrobras chegou a incríveis 600% (para saber mais sobre o mercado de opções, clique aqui).
Foi o caso dos contratos PETRL10, que garantem o direito de comprar ações preferenciais da Petrobras a R$ 10,00 e vencimento em 21 de dezembro. Eles fecharam com alta de 400%, a R$ 0,05, tendo chegado a subir 600% na máxima do dia (R$ 0,07). Ontem, essas opções fecharam a R$ 0,01 – no jargão do mercado, elas caminhavam para virar “pó” – isto é, as expectativas eram cada vez mais reduzidas de que as ações da Petrobras superassem o preço de exercício dessas opções em seu vencimento. Na véspera, as ações da Petrobras fecharam cotadas a R$ 7,52, ou seja, elas precisariam subir 33% até o vencimento para que essas “calls” tivessem valor no seu exercício.
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Outros contratos seguiram o mesmo caminho: PETRL80, cujo “strike” é de R$ 8,00, subiu 100%, para R$ 0,42; a PETRL9 (preço de exercício de R$ 9,00) fechou com ganhos de 180%, para R$ 0,14; já a PETRL82 (strike de R$ 8,20) saltou de R$ 0,15 para R$ 0,35, uma alta de 133,33%.
O que são opções?
A opção é um derivativo negociado na Bolsa de Valores. E como qualquer derivativo, seu preço “deriva” da oscilação do ativo ao qual ela se lastreia – no caso de uma opção de ação, o contrato varia de acordo com as oscilações desta ação na Bovespa.
Quem compra uma opção está adquirindo o “direito” de comprar ou vender alguma ação; já quem vende a opção tem a obrigação de atender a exigência daquele que comprou o contrato. Ou seja: se você vendeu uma opção de compra e essa opção for exercida, você terá que vender essa ação ao detentor da opção pelo preço estabelecido; se você vendeu uma opção de venda e ela for exercida, você terá que comprar esta ação ao preço estabelecido.
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Existem dois tipos de opções: de compra (call) e de venda (put). Quando um investidor compra uma “call”, ele está adquirindo o direito de comprar uma determinada ação a um preço já estabelecido (que é preço de exercício, ou “strike”) até um dia de vencimento já firmado. Para o investidor que compra uma “put”, ele está adquirindo o direito de vender uma ação até um dia determinado a um valor já estabelecido.
É hora ou não é de comprar ações da Petrobras? Veja essa análise especial antes de decidir: