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SÃO PAULO – Em uma sessão mais volátil, o Ibovespa chegou a apresentar alta de 0,79%, mas não conseguiu se manter no positivo e fechou com queda de 0,26%, aos 50.215 pontos. Mesmo com 3 das 72 ações do índice avançando mais de 10%, a queda de mais de 2% de 9 papéis não deixaram o benchmark avançar.
Entre as maiores altas da sessão apareceram as ações da Oi (OIBR3, +10,73%, R$ 3,92; OIBR4, +10,98%, R$ 3,74), que destoaram do restante do índice com alta superior a 10% após a companhia anunciar um negócio para venda de 2.007 torres de telecomunicações. A notícia afasta a pressão dos últimos dois dias, quando a divulgação da primeira prévia da carteira teórica do índice e excluiu as ações ordinárias da operadora de telefonia fixa e móvel e reduziu a participação dos papéis preferenciais.
Mais cedo, a empresa comunicou que suas controladas Telemar Norte Leste e BRT Serviços de Internet celebraram um contrato com SBA Torres Brasil para transferir ações representativas de 100% do capital social da sociedade controlada por elas, detentora de 2.007 torres de telecomunicações. O valor da operação é de R$ 1,52 bilhão. Isso representa 23% do valor de mercado da empresa (R$ 6,7 bilhões), reduzindo sua alavancagem operacional, o que é positivo para a Oi, disse a XP Investimentos. Por outro lado, o Credit destaca que essas vendas também têm impacto negativo no Ebitda da empresa.
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Anhanguera cai 3% após decisão do Cade
Na outra ponta, chamaram atenção as ações da Anhanguera (AEDU3), que recuaram 3,26%, a R$ 14,55 – após chegarem a despencar 7,71% na mínima do dia. O desempenho ocorre após a Superintendência Geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) ter recomendado impugnação do processo de fusão entre as empresas Anhanguera e Kroton (KROT3), citando preocupação concorrencial em decorrência da operação que pode criar a maior empresa do setor do mundo. As ações da Kroton subiram 0,26%, a R$ 38,40 – após chegarem a recuar 5,72% na mínima da sessão.
Em comunicado ao mercado, as empresas afirmaram que tentarão buscar uma solução negociada para que a união das companhias seja aprovada pelo tribunal do Cade, que não está vinculada ao parecer emitido pela superintendência geral do Cade. Com a avaliação da superintendência, o caso será submetido ao tribunal do Cade nos próximos dias para que avalie “eventuais remédios, impostos ou via de acordo com as partes, que solucionem os problemas concorrenciais identificados”, afirmaram as empresas.
Segundo a equipe de análise da Concórdia Investimentos, o apontamento não é favorável, mas restrições à associação das companhias já eram esperadas, mesma opinião do Safra. “Apesar da decisão final ficar a cargo do Tribunal, e desta não estar subordinada ao parecer da superintendência, o fato é que tal reflexão será levada em consideração”, explicou a Concórdia.
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OGX tem 2ª dia de forte alta e volta a valer R$ 0,20
Fora do Ibovespa, chamaram atenção as ações da OGX Petróleo (OGXP3), que tentam ressurgir das cinzas na Bovespa e registraram fortes ganhos pelo segundo dia. Após um novembro de ostracismo por conta do pedido de recuperação judicial e saída das ações do Ibovespa, as ações têm tido um bom momento após um fluxo de notícias positivas, com rumores da saída de Eike Batista da empresa, além de uma vitória na justiça.
Com isso, os ativos da OGX apresentaram nesta sessão valorização de 11,11%, a R$ 0,20 – o baixo valor de face do papel colabora para fortes variações percentuais mesmo com pequenas mudanças de preço. Na véspera, os papéis da empresa já haviam subido dois centavos (ou 12,5%).
Novamente os papéis apresentaram um volume financeiro acima do normalmente visto no último mês, atingindo R$ 30,26 milhões, superando não só o volume total visto na última terça-feira (R$ 20,9 milhões) como também a média diária dos últimos 21 pregões (R$ 6,9 milhões).
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Vale destacar que dentro do Ibovespa, as ações da LLX Logística (LLXL3) – após o termino da subscrição – dispararam no último instante e fecharam com forte valorização de 12,50%, cotadas a R$ 0,90, com um volume de R$ 10,35 milhões, acima da média dos últimos 21 pregões.
Triunfo cai após vencer leilão da BR 060/153/262
As ações da Triunfo (TPIS3) registraram forte queda de 4,00%, cotadas a R$ 9,60. A empresa venceu hoje cedo o leilão das rodovias BR 060/153/262 (DF/GO/MG), ao apresentar o maior deságio de pedágio, de 52%. Foi oferecido pela companhia um pedágio de R$ 2,85, menos da metade do teto estabelecido, de R$ 5,94.
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Segundo analistas do BB Investimentos, o deságio foi alto, acima da expectativa (de 40%). Entretanto, analisando o potencial de alavancagem do projeto, com 70% de dívida ao custo inferior a 7% ao ano, eles apontaram que o ativo poderá agregar marginalmente valor a companhia.
O segundo colocado no leilão foi a Invepar, que ofereceu deságio de 42%, quase o mesmo valor apresentado pelo consórcio liderado pela Ecorodovias (ECOR3, R$ 14,11, -1,40%) de 41%. Queiroz Galvão também trouxe proposta agressiva de 38% e ficou em 4° lugar e, por fim, a CCR (CCRO3, R$ 17,46, -0,57%), que demonstrou apetite moderado pelo trecho ofertando 22% de deságio. O trecho é o segundo maior do pacote de concessão federal de rodovias, em termos de Capex (custos de capital). Aproximadamente R$ 11,5 bilhões serão investidos entre duplicação e manutenção da rodovia, ao longo dos próximos 30 anos de concessão.
Imobiliárias voltam a cair; Rossi renova mínima
As ações das imobiliárias voltam a cair nesse pregão. Os papéis da Rossi (RSID3), que fecharam em queda de 2,45%, a R$ 1,99 – o sexto recuo em oito pregões -, renovaram mínima e atingiram seu menor patamar desde 8 de setembro de 2005. Já os papéis da Gafisa (GFSA3) registraram baixa pelo terceiro pregão seguido, acumulando no período desvalorização de 7,67%. Nesta sessão, as ações recuam 0,63%, a R$ 3,13.
Vale destacar que nas últimas semanas, os ativos dessas empresas já tem apresentado forte oscilação em meio à expectativas em relação a taxa Selic, que na última semana passou para 10% ao ano, e também a indicação de que o Banco Central pode estar encerrando o ciclo de aperto monetário.