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SÃO PAULO – Para o Deutsche Bank, o pedido de uma oferta pública secundária de ações feito pela Qualicorp (QUAL3) à Anbima (Associação Brasileira das Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais), na última sexta-feira (2), não surpreendeu.
Os analistas Josh Milberg e Luis Felipe Bresaola ressaltam que a empresa já havia emitido um comunicado ao mercado, em 23 de fevereiro, relatando a intenção de realizar a oferta. No entanto, ainda não estava certo qual seria o tamanho da oferta e se o fundador, José Seripieri Filho, seria ou não investidor, ou se apenas a Carlyle.
Agora já se sabe que a quantidade de ações ordinárias vendidas será de 48,54 milhões, ou 18,7% do capital público da empresa. Já o fundador pretende vender uma fatia de 7%, reduzindo a sua parcela na empresa de 27,9% para 20,9%. “Acreditamos que o mercado poderia ver a decisão do fundador reduzindo sua participação como uma decepção para o mercado neste momento”, apontam os analistas em relatório.
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Momento desfavorável
De acordo com a análise do Deutsche, o rali do Ibovespa neste início de ano e o bom desempenho das ações desde o IPO são fatores prováveis por trás da decisão de realizar a oferta secundária. No entanto, os analistas avaliam o tempo como desfavorável, considerando que a empresa tornou-se pública há oito meses, e os resultados referentes ao quarto trimestre levantaram questões sobre o potencial e crescimento, perspectivas de rentabilidade e estratégia da empresa.