O maior concorrente do Magazine Luiza não é a Amazon, diz CEO

Em teleconferência após o balanço do terceiro trimestre, Frederico Trajano destacou as perspectivas para a companhia
(Divulgação)
(Divulgação)

Publicidade

SÃO PAULO – Após um resultado bastante positivo e que superou as estimativas já altas do mercado, os executivos do Magazine Luiza (MGLU3) destacaram em teleconferência na manhã desta quarta-feira (1) que o desempenho do terceiro trimestre de 2017 pode ser repetido por mais três trimestres. 

“O ambiente macroeconômico positivo e demanda reprimida vão impactar positivamente”, destacaram os executivos da companhia. Durante o call de resultados, eles buscaram reforçar a sua estratégia multicanal em meio à apreensão do mercado com a expansão da Amazon no Brasil – e que fez com que as ações MGLU3 caíssem cerca de 20% na segunda quinzena de outubro. 

“As lojas físicas dão vantagem na expansão em e-commerce”, destacou o CEO da companhia, Frederico Trajano, durante a teleconferência, apontando que a plataforma omnichannel, com integração entre o digital e o físico, é importante especialmente em um País com infraestrutura desafiadora, como é o caso do Brasil. 

Continua depois da publicidade

Assim, sem dar grande foco aos rivais no mercado, Trajano apontou que o maior concorrente é a própria Magalu – ou seja, a maior base de comparação dos números com relação aos trimestres anteriores. Vale destacar que, neste terceiro trimestre de 2017, a companhia registrou um lucro líquido de R$ 92,5 milhões, seu melhor resultado na história, uma alta de 273% na base de comparação anual. À medida que os números aumentam, os desafios para superar os números também se elevam significativamente. 

Neste sentido, Trajano apontou que o foco principal está no crescimento e que a constante melhoria de serviços e da tecnologia devem ser bons pontos para isso. 

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.