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SÃO PAULO – A nova plataforma de negociações de ações da BM&FBovespa (BVMF3) a ser introduzida no final do ano, a PUMA, deve permitir o aumento do número de HFT (High Frequency Trading, ou operações de alta frequência), avisou Eduardo Refinetti, diretor executivo financeiro e de relações com investidores em teleconferência nesta quarta-feira (8). Esse é um dos principais drivers para a companhia e é apontado por muitos especialistas como o futuro do mercado brasileiro.
A companhia reportou o resultado trimestral na véspera, registrando lucro líquido de R$ 422,9 milhões entre abril e junho de 2012. “Estamos muito satisfeitos com os números, foram muito positivos, tivemos uma extraordinária performance no segmento de ações e de derivativos” destacou Refinetti. Vários segmentos mostraram expressiva melhora: os ETFs (Exchange Traded Funds) cresceram mais de 300%, enquanto os formadores de mercado de opções cresceram em 150%.
A expectativa da gerência é que esses segmentos cresçam ainda mais. O número de HFTs, que pulou de 7,4% para 9,4%, pode avançar ainda mais – mas não deve alcançar a mesma participação que existe no mercado norte-americano, onde chega a 80%. Isso deve fazer com que o segmento Bovespa, de ações, perca um pouco de seus preços, como já ocorreu nesse trimestre, já que existem descontos para os investidores que optam por HFT ou Day Trade.
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Custos fizeram bom resultado
Um dos principais pontos ressaltados na teleconferência foi o controle de custos da companhia realizado nos últimos dois anos. “Nós estamos falando de um crescimento nominal de despesas de menos de 5% em um período em que a inflação foi de cerca de 10%. Isso mostra que a companhia está comprometida em controlar as despesas”, avalia Refinetti.
Ele destaca que o guidance para o capex (custos de capital) foi mantido, embora para custos tenha sido reduzido. “Investimos o guidance de investimentos de R$ 230 milhões a R$ 260 milhões este ano”, afirma. A companhia no momento está envolvida em diversos projetos estratégicos.
Além da implementação da plataforma PUMA, a companhia está construindo um novo data center e implementando uma plataforma de mercado de balcão. “Todos os projetos estão dentro do cronograma. Devemos começar a construção do data center já no próximo mês”, afirma o executivo, lembrando que atualmente a companhia está escolhendo a empresa que o construirá.
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Mercado de balcão
A empresa também se mostra bastante interessada em participar mais ativamente do mercado de balcão, para o qual a companhia também deve inaugurar uma nova plataforma. “Ela deve ser bastante flexível e atender as demandas do mercado”, avalia Refinetti. A companhia acredita que com a integração das casas de clearing, será possível que os clientes tenham melhor eficiência de capital.
“Sabemos que isso é muito importante no mundo atual”, afirma. Em sua opinião, a queda da taxa básica de juros deve favorecer o crescimento do mercado privado de títulos de renda fixa, como as debêntures, o que deve tornar o segmento de mercado de balcão mais atrativo – onde a companhia também pretende disponibilizar derivativos.
Retorno ao acionista
Refinetti diz que a companhia deve continuar a apresentar retorno aos clientes – tanto através de dividendos e proventos quanto através de seu programa de recompra de ações. “Temos usado esse programa como um meio de retornar dinheiro aos acionistas, devolvendo o caixa excessivo”, afirma.
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Ele destaca que a companhia deve manter sua política de dividendos, em que retorna cerca de 80% de todo o lucro líquido para os acionistas. “Isso continua permitindo que a companhia mantenha seu nível de investimentos”, finaliza o executivo.