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SÃO PAULO – Na última segunda-feira (26), o Banco do Brasil (BBAS3) anunciou que irá criar uma nova empresa, a BB Seguridade, de forma a reunir todos os seus negócios de seguro, previdência e capitalização. Com isso, o banco deve buscar reestruturação e expandir esses segmentos, que vêm sendo um dos destaques do banco. Analistas de mercado acreditam que essas operações serão bem favoráveis para o BB, uma vez que aumenta a sua base de capital, além de apresentarem retornos bastante consideráveis. Entretanto, eles seguem cautelosos frente às ações do banco.
De acordo com os analistas do HSBC, Victor Galliano e Mariel Santiago, as operações da BB Seguridade – que tem pretensões de realizar IPO (Initial Public Offering) ainda em 2013 – apresentam retornos mais elevados na comparação com o grupo de pares no Brasil. As operações do segmento de seguro responderam por 11,4% do lucro líquido do grupo BB – sendo que as suas operações são bem comparáveis ao Itaú Unibanco (ITUB4) quanto à contribuição para os lucros.
Os analistas seguem com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) para as ações, possuindo preço-alvo de R$ 29,50 para cada ativo, o que configura um potencial de valorização de 34,5% em relação à cotação de fechamento desta terça-feira (27). Entretanto, os analistas seguem atentos aos riscos em que o BB incorre, principalmente com o aumento da pressão política.
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Base de capital para novas operações
Além da alta rentabilidade, essas operações evidenciam um valor oculto dentro da companhia e ajudando a aumentar a base de capital do banco, aponta a analista do Itaú BBA, Regina Sanchez. Ressaltando ainda que um dos maiores temores dos investidores de banco são as possíveis interferências do governo no setor, Regina considera o negócio de seguros como menos arriscado. Isto porque a BB Seguridade não vai tomar risco de emissão de planos de saúde e as companhias sob a estrutura da BB Seguros são controladas por parceiros privados.
Com o aumento de capital, o processo poderia ajudar o BB a alcançar uma participação da receita referente ao setor de seguros para 20%, segundo apontam os analistas do Bank of America Merrill Lynch, Jorg Friedemann, Marcus Fadul e Jose Barria. Com esses recursos em mãos, o banco poderia realizar atividades antes colocadas de lado, tais como do IRB e uma joint venture com a Odontoprev (ODPV3).
Os analistas do BofA seguem com recomendação para manter os papéis BBAS3, com preço-alvo de R$ 25,00 – com um potencial de valorização de 14,0%; já a analista do Itaú BBA segue com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) para as ações do banco, com preço-justo de R$ 30,00 para o final de 2013 – um potencial de valorização de 36,8%.