Nova Cemig? Industriais contestam revisão de ativos da CPFL e ação cai

Ação registra forte queda após Abrace contestar valores da revisão de ativos para 21,7% abaixo do valor inicialmente estipulado pela Aneel
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SÃO PAULO – Uma semana após a Cemig (CMIG4) ser pega de surpresa com a revisão anunciada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), levando a uma forte queda das ações da companhia, o mesmo movimento pode ocorrer também com a CPFL Paulista, controlada pela CPFL Energia (CPFE3).

Com isso, às 10h44 (horário de Brasília), as ações CPFE3 registram expressiva queda de 2,69%, a R$ 20,24, sendo a maior desvalorização do Ibovespa no horário – o índice de ações, aliás, apontava recuo de 0,58% no mesmo momento.

De acordo com informações do Valor Econômico, a Abrace (Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres) contestou os valores da revisão de ativos, afirmando que a companhia teria aumentado o valor de seus investimentos considerado para definir as contas de luz. 

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O estrategista da FuturaInvest, Luis Gustavo Pereira, destaca que o mercado está receoso em meio às expectativas de que haja uma revisão para baixo dos ativos e procura se antecipar a uma possível revisão para baixo dos ativos. Entretanto, ainda não é possível captar qual será o impacto para as ações, uma vez que não se sabe para quanto será revisada a base de ativos.

Processo de revisão tarifária
A companhia passa por um processo de revisão tarifária para os próximos quatro anos. A Aneel fez uma proposta para um aumento de 4,53% das tarifas, de forma preliminar, abrindo uma audiência pública para discutir o assunto, sendo que os valores definitivos serão definidos em abril. A agência reguladora havia fixado R$ 3,26 bilhões à base de remuneração, enquanto a Abrace constesou que o valor seria de R$ 2,55 bilhões, 21,7% do valor originalmente proposto pela Aneel. 

De acordo com a associação, houve “assimetria de informação” entre a agência e a distribuidora, uma vez que o cálculo dos ativos em serviço foi feito usando os preços informados pela CPFL. Nos próximos dias, a Aneel informou que divulgará  um cálculo atualizado da base de remuneração líquida da CPFL Paulista. Entretanto, não houve sinalização se a agência reguladora acataria as sugestões da Abrace. 

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A CPFL contestou os argumentos apresentados pela associação e afirmou que espera que a Aneel revise a sua base de remuneração para R$ 3,3 bilhões. 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.