Nova bolsa no Brasil pode impactar lucros da BM&FBovespa

Se nova estrutura englobar negociação e pós-negociação, impacto na lucratividade da bolsa deve ser muito maior

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SÃO PAULO – Em meio às discussões sobre a possibilidade da entrada de uma nova bolsa no Brasil, um estudo encomendado pela CVM (Comissão de Valores Mobilíarios) à consultoria europeia Oxera mostrou: deve ocorrer forte impacto nos lucros aferidos pela BM&FBovespa (BVMF3). Isso deve ocorrer tanto em cenários conservadores quanto em otimistas, mas com intensa variação.

A principal variável se trata da forma em que a nova empresa deve vir a operar. Se ela montar apenas uma plataforma de negociação, os impactos deverão ser bem inferiores ao que se estima se ela montar uma estrutura de pós-negociação, como uma contraparte central – no estilo da CBLC (Companhia Brasileira Liquidação e Custódia). 

Contraparte central pode ser fundamental
Sem uma contraparte central, uma nova bolsa precisaria tomar cerca de 15% da participação de mercado da BM&FBovespa para causar o mesmo dano nos lucros que no cenário onde essa nova concorrente entrasse com uma nova estrutura de pós-negociação e tivesse apenas 5% do mercado, o cenário “conservador”.

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As receitas dessa nova concorrente, porém, seriam prejudicadas por essa “competitividade”, o estudo da Oxera mostra que o cenário de maior receita seria uma estratégia não tão agressiva, mas nem tanto conservadora. Caso realmente entre com uma estrutura de pós-negociação, o cenário se inverte. É a estimativa agressiva que causa maior dano para a BM&FBovespa, e também maior receita para a “nova bolsa”. Os custos também se reduzem e são inferiores aos cenários conservadores e medianos estimados pela consultoria.

 “Esse segundo cenário tem maior potencial para que a nova entrada seja lucrativa, pois pode haver mais espaço para que a nova entrante ofereça economias de custos aos investidores em relação à compensação na contraparte central, ao mesmo tempo em que recupera os custos de operação”, afirma a consultoria – lembrando que os cenários indicativos não conseguem levar em conta a reação da BM&FBovespa.