Neste momento, Furnas não seria capaz de comprar Cesp, afirma Itaú

Para os analistas, noticiário sobre privatização deve impulsionar as ações da estatal neste ano e Itaú defende compra do papel

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SÃO PAULO – Na última terça-feira (11), o jornal Folha de S. Paulo publicou uma notícia afirmando que o governo de São Paulo estaria interessado em vender a Cesp (CESP6) ao governo federal, que compraria a empresa por meio da Furnas, pertencente ao sistema Eletrobras (ELET6). Para a corretora do Itaú, “este é o tipo de notícia que deve se tornar frequente neste ano, impulsionando o desempenho de CESP6”.

De fato, após o indicativo lançado pelo jornal, as ações da Cesp seguiram forte tendência de alta durante o pregão anterior, só diminuindo seu ritmo de ganhos ao final da sessão, após declarações do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, de que não há nada definido ainda sobre o processo de privatização ou venda da empresa para o governo federal.

Possuir ações da Cesp é boa estratégia
De acordo com os analistas Marcel Shiomi, Marcos Severine e Mariana Coelho, pelo fato de a questão em torno da privatização alavancar o preço da ação, é uma boa opção possuir papéis da companhia neste momento. Assim, as ações da Cesp estão entre as top picks para 2011. 

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Para os analistas, o preço de venda da estatal deve girar em torno de R$ 40 a R$ 45 por ação, devido ao valor  máximo para a renovação das concessões, estimado entre R$ 55/MWh e R$ 65/MWh.

Eletrobras conseguirá comprar?
A grande questão em torno da possível venda da estatal ao governo federal reside na capacidade de compra da Eletrobras. Na perspectiva do Itaú, neste momento, “Furnas não é capaz de realizar uma transação deste tamanho”.

Os analistas afirmam que a transação só seria possível após uma oferta de ações, com duas opções: a realização de uma oferta primária realizada pela própria Furnas, ou uma oferta secundária por meio da qual a Eletrobras venderia 49% de todas suas subsidiárias, usando os recursos para, então, comprar a Cesp. Para os analistas, essa seria a melhor maneira de destravar o valor da Eletrobras, pois a companhia poderia levantar cerca de R$ 24,5 bilhões.