Mudança de tratamento de inadimplência afetou balanço da Light, diz presidente

Jerson Kelman afirma que 2º trimestre ainda deve ser afetada pela mudança no tratamento da inadimplência pela Aneel

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SÃO PAULO – O presidente da Light (LIGT3), Jerson Kelman, abriu a teleconferência de análise de resultados do primeiro trimestre de 2012, que aconteceu nesta segunda-feira (14), dizendo que a mudança do critério no tratamento da inadimplência crônica teve efeito negativo sobre os números da companhia no período.

“O que acontece é que a nova Resolução Normativa nº 414 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), nem sempre a suspensão dos consumidores cronicamente inadimplentes pode se garantir que aquele consumidor não migre para consumo clandestino; e a resolução Aneel determina que classifique melhor isso, mas não é fácil impedir o acesso clandestino à rede de energia”, afirma o presidente.

Segundo Kelman, caso não tivesse ocorrido mudança no nível de inadimplência, basicamente as perdas teriam ficado em linha com último trimestre e os impactos da mudança ainda devem ser sentidos no segundo trimestre deste ano. Contudo, segundo o presidente, a mudança na metodologia não deve ter impacto no Ebitda (geração operacional de caixa) final da companhia. “O efeito negativo já foi sentido, e o efeito benéfico, que é a redução do PDD (Provisão para Devedores Duvidosos), deve ser sentido mais para frente”, destaca.

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Inadimplência  e consumo
De acordo com balanço divulgado pela companhia na última sexta-feira (11), no primeiro trimestre de 2012 houve uma retração de 1,8% no consumo em comparação ao mesmo período do ano passado.

O resultado, segundo a companhia, foi influenciado principalmente pela classe residencial, em função da menor temperatura no trimestre e da mudança de critério no tratamento de clientes com inadimplência. “Em março de 2012, índice de perdas não técnicas atingiu 41,3% sobre o mercado faturado de baixa tensão, decorrente principalmente da mudança de critério no tratamento de clientes com inadimplência de longa data”, explica a companhia em relatório de resultados.