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SÃO PAULO – Logo no fechamento do pregão desta terça-feira (21), a agência de classificação de risco Moody’s informou que rebaixou o rating da Petrobras (PETR3; PETR4) de ‘Baa1’ para ‘Baa2’. De acordo com a agência, a redução reflete o alto nível de alavanccagem da companhia e a Moody’s acredita que ele só irá cair significativamente após 2016, contrariando sua previsão anterior.
Segundo a agência, essa piora no cenário ocorre pela menor pressão dos preços do petróleo no mercado internacional e do câmbio, além dos altos compromissos do plano de negócios, que devem contribuir para a alta alavancagem.
“Enquanto a Petrobras tem sido relativamente bem sucedida na execução do seu ambicioso programa de capitais e cumprido suas agressivas metas de produção, a alavancagem continua a crescer em 2014, dado principalmente a sua incapacidade de repassar os custos relacionados com derivados de petróleo importados, a desvalorização da moeda local, e um programa de capex agressivo”, disse Nymia Almeida, vice-presidente de Crédito da Moody’s.
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De acordo com a agência de risco, até 30 de junho desde ano a dívida da Petrobras era de US$ 170 bilhões, o que representa um aumento de US$ 25 bilhões em relação ao que era no final de 2013. Para a Moody’s, a razão principal disso é a desvalorização do real, além das perdas relacionadas à diferença entre os preços internacionais e locais para a gasolina e diesel e o financiamento para as despesas de capital.
“A incapacidade da empresa para aumentar os preços locais dos derivados de petróleo à vista em relação aos preços internacionais vem causando grandes prejuízos para a companhia nos últimos anos”, diz o relatório da agência. A Moody’s ainda lembra que “o governo impediu aumentos nos derivados de petróleo, a fim de controlar a inflação”.
“Os atuais preços internacionais dos derivados de petróleo, se sustentada a médio prazo, será benéfico para os negócios de Abastecimento da Petrobras. No entanto, preços mais baixos do petróleo irão afetar negativamente o funcionamento no futuro”, destaca o relatório da Moody’s.
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Enquanto isso, a agência afirma que, apesar do capex poder cair em 2015 com base no que a empresa apresentou ao governo federal para aprovação do Congresso – passando de US$ 41 bilhões esperados neste ano para US$ 37,9 bilhões em 2015 -, a Moody’s acredita que não será o suficiente para permitir uma redução acelerada da dívida dentro de um contexto de aumento da taxa de câmbio.