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SÃO PAULO – Com queda acumulada de 29% nos últimos três meses, a MMX (MMXM3) volta a ser considerada atrativa pelo banco Santander. Ao acreditar que as incertezas já foram precificadas e apostar em melhores premissas para a empresa neste ano, a equipe de análise do banco elevou a recomendação do papel de underperform para compra. Por sua vez, o preço-alvo passou de US$ 7,85 para US$ 7,75 (R$12,00), a fim de refletir os impactos da apreciação do real.
“Na relação EV/tonelada, a MMX é negociada com um desconto de 42% sobre mineradoras de ferro pequenas, e 45% abaixo dos recentes negócios de fusão de aquisição no setor, o que acreditamos ser excessivo”, opinam Felipe Reis, Alex Sciacio e Victoria Santaella. “As pendências estão precificadas, o forte momentum para o minério de ferro não”, diz o título do relatório assinado pelos analistas
O trio de analistas acredita que os efeitos da oferta de direitos de subscrição no mercado, a aquisição do Porto LLX Sudeste e despesas acima do esperado no capex (investimentos de capital) já estão precificados. De agora em diante, então, o foco estaria na execução dos projetos, que poderiam ficar prontos antes mesmo do esperado, e seriam o melhor modo de acompanhar a empresa.
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Novos projetos podem elevar em 32% o target
O banco vê potencial de ganhos com a consolidação da exploração de Serra Azul e três projetos adicionais, que juntos poderiam trazer um aumento de R$ 3,80 ao target, representando 32% de upside. Dentre eles, a expansão do Porto Sudeste contribuiria com 11% na elevação do preço-alvo, enquanto o projeto de minério de ferro no Chile contribuiria com 8% de upside e a exploração da mina de Pau de Vinho com 13%.
No entanto, considerando que todos os projetos estão em fase inicial, as estimativas ainda não foram incorporadas às projeções de preço-alvo do Santander.
Novas perspectivas para investimento e preços
A fim de refletir preços mais elevados do minério de ferro no mercado à vista e uma relação mais apertada entre oferta e demanda do produto no médio prazo, o Santander considera que o preço deve passar para US$ 102 por tonelada, 9% superior do que as estimativas anteriores para 2011. A projeção implica uma média de preço de US$ 170 no mercado spot.
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A revisão também inclui o anúncio, em dezembro passado, de expansão do plano de investimentos nos projetos de minério de ferro em Serra Azul e Bonsucesso. “Agora estimamos um investimento total de R$ 5 bilhões, 43% maior do que a antiga estimativa de R$ 3,5 bilhões, mesmo que a capacidade da empresa a longo prazo continue em 36 milhões de toneladas por ano”, diz o Santander. O início dos dois projetos será no segundo semestre de 2013 e 2015, respectivamente.