Minuta do BoJ revela desejo de impulsionar crédito e preocupação com liquidez

Financiamentos pelas corporações retêm atenção de Tóquio, que se compromete a tomar novas medidas caso necessário

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SÃO PAULO – “Se as condições financeiras corporativas tornarem-se mais severas do que o esperado, o banco poderá, dependendo da situação, tomar medidas adicionais para facilitar o financiamento das companhias”.

A afirmação permeia a minuta da última reunião do BoJ (Bank of Japan), na qual se ressalta o comprometimento da autoridade monetária caso o crédito se mostre restrito durante os próximos meses, vide a permanência da recessão.

Nesse sentido, desde que levou a taxa de juro básica do Japão para o patamar de 0,1% ao ano, a instituição realiza compras de títulos públicos e de dívidas corporativas, com o intuito de elevar o caixa das corporações.

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BoJ tenta, mas cenário é delicado

Ampliando a magnitude de sua flexibilização quantitativa, o BoJ aumentou os tipos de colaterais que aceita como contraparte na tomada de crédito, como títulos municipais e governamentais vendidos diretamente aos investidores, o que eleva a liquidez dos bancos regionais, respondentes pela maioria dos empréstimos destinados às médias e pequenas empresas.

Por fim, vale ressaltar a expectativa de crescimento e inflação para a economia japonesa. Conforme projeções oficiais, o PIB (Produto Interno Bruto) deverá mostrar contração de 3,1% durante todo o ano fiscal, que se encerrará no próximo mês de março. Para 2011, a estimativa se reverte e prevê expansão na casa de 1,2%. Já a inflação deverá recuar 1,5% neste ano fiscal e 1% no próximo.