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SÃO PAULO – De um setor bastante criticado pelos investidores devido ao seu alto endividamento, o Minerva (BEEF3) vem se destacando pela sua boa performance na BM&FBovespa. Atualmente, a empresa é uma das mais elogiadas do Brasil no setor, sendo que as suas ações mais que dobraram na bolsa brasileira.
Em entrevista ao podcast da Rio Bravo Investimentos, o presidente do grupo, Fernando Queiroz, – cuja família começou com transporte de gado em 1957 e comprou a massa falida do Minerva em 1991 – , afirma que o sucesso da companhia está ligado à sua forte consistência e ao seu foco nos negócios principais da empresa.
De acordo com o presidente do Minerva – empresa esta que mudou recentemente o seu nome para Minerva Foods -, a opção foi por um conservadorismo saudável. “Nós acreditamos que uma empresa para crescer precisa de recursos humanos, controle, estratégia e um crescimento sustentável, uma vez que estes recursos estejam devidamente alinhados”, afirma.
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Além disso, ele avalia que a empresa deu passos conscientes, permitindo que obtivesse sucesso depois de um período de consolidação. O presidente do Minerva ressalta ainda que a empresa entrega aquilo a que se compromete, não dando margens para entregar “surpresas” aos seus investidores.
Voltado à exportação, sem se descuidar do mercado interno
No início de suas atividades, a estratégia do Minerva foi a volta ao mercado exportador, mesmo em um período em que o Brasil importava carne in natura. Com o crescimento da produtividade, o Brasil passou de importador para o maior exportador do mundo. Neste período de ascensão, o Minerva estava bem posicionado, uma vez que já era voltado para lá fora. Entretanto, de acordo com o presidente da companhia, o mercado interno nunca esteve fora do foco do grupo.
Com relação à entrada na bolsa de valores, em 2007, o crescimento no setor tornava necessário adequar a estrutura de capital, avalia o presidente. Assim, o grupo analisou a viabilidade e decidiu abrir o capital da companhia.
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Os planos de expansão da companhia, após uma aquisição recente de uma nova companhia no Paraguai, é de continuar expandindo na América do Sul. Isso faz parte da estratégia de diversificação, partindo do princípio que a região tem as maiores competências e vocação para produção de proteínas.
A mudança do nome, para Minerva Foods, passa também pela decisão de expandir a marca, aproximando-a do consumidor final. Queiroz avalia ainda que a decisão de alavancar a marca passa também por um processo de identificação visual e de comunicação da empresa, sendo este o objetivo principal.
Desafios ou oportunidades?
Queiroz prefere não tomar os problemas enfrentados pelo setor como desafios, mas sim como oportunidades e, dentre uma das boas oportunidades nos próximos anos, ele destaca o alinhamento de toda a cadeia de produção da companhia e que todos estejam cientes do seu papel dentro do setor.
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Segundo ele, a comunicação entre os elos da cadeia produtiva tem melhorado, mas ainda tem espaço para evoluir, já que ainda há margens para descontinuidade de produção ou do fornecimento.
Ele cita que a infraestrutura segue como um problema, principalmente na cadeia de distribuição. Com isso, o grupo tem que recorrer à trajetórias alternativas para embarcação de seus produtos.
Com relação às últimas ondas de aquisições, que não fizeram com que os players mais agressivos tivessem um resultado muito excepcional, Queiroz avalia que ainda é difícil dizer se haverá um novo movimento. De acordo com o presidente, estes processos de fusões e aquisições são resultados de processos naturais, quase orgânicos, não existindo nenhuma força externa que levasse a sua aceleração. Contudo, para ele, estes processos são naturais, à medida que o mercado vai se tornando mais maduro.
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