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Minerva afima que embargo chinês ao Brasil não afetará suas vendas

Frigorífico diz que mercado chinês representou menos de 0,5% no último trimestre e que vendas para Hong Kong seguem sem embargo

SÃO PAULO – O frigorífico Minerva (BEEF3), líder na América do Sul na produção e comércio de carnes e derivados, disse nesta quinta-feira (13) que suas vendas internacionais pouco serão afetadas caso a China de fato anuncie embargo às carnes brasileiras. Segundo comunicado divulgado pela companhia após o fechamento do pregão, o mercado do país asiático representou menos de 0,5% do faturamento líquido da companhia nos últimos doze meses – tendo como base o balanço do terceiro trimestre -, além de ressaltar que eles não exportam carne in natura para a África do Sul. O Minerva ainda disse que as vendas para Hong Kong continuam sem restrições.

Em comunicado, o Minerva lembra que na última sexta-feira (7), a OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) manteve a classificação do Brasil como país de risco insignificante para a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como “doença da vaca louca”, e confirmaram que o País está livre da doença. Além disso, o Ministério de Agricultura do Brasil tem prestado todos os esclarecimentos necessários para qualquer país que tenha solicitado informações sobre o evento.

Apesar da mensagem de otimismo da empresa, o que foi visto no pregão desta quinta foi uma reação pessimista por parte dos investidores. Durante a manhã, os papéis do frigorífico chegaram a subir 8,78%, refletindo a sinalização de que a Rússia – principal destino de exportação de bovinos do Brasil – poderia retirar o embargo à carne brasileira. Contudo, as ações BEEF3 perderam forças no início da tarde com o possível embargo chinês à carne brasileira, levando esses ativos a fecharem com alta de 1,12%, ao preço de R$ 9,91.