Mesmo com perspectivas de melhor resultado, Deutsche reduz preço-alvo da Duratex

Para analistas, após um 2011 fraco, companhia enfrentará aumento da competição do mercado e não reduzirá custos

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SÃO PAULO – Mesmo com perspectivas de melhor resultado em 2012, o Deutsche Bank reduziu o preço-alvo das ações da Duratex (DTEX3), de R$ 13,50 para R$ 11,50 – o que configura um potencial de valorização de 20,17% em relação ao fechamento de quinta-feira (1). O banco alemão espera que os resultados operacionais da companhia ganhem força em 2012, após ter passado por um 2011 difícil pelo fraco crescimento no volume das vendas de painéis de madeira, mas afirma que esse aumento não será muito expressivo.

Além disso, os analistas Josh Milberg e Luis Felipe Bresaola, esperam uma expansão moderada, em meio à perspectiva de entrada de novos competidores nesse ano e sem uma reversão forte nas tendência de custos da companhia. Milberg e Bresaola ainda reduziram o Ebitda (geração operacional de caixa) consolidado da Duratex, para 7,3%.

Os analistas estimam que os volumes dos painéis terão crescimento de 7,5% no ano – revertendo o declínio de 1,9% em 2011 – e assumindo que a companhia, no segundo trimestre, aumentará os preços dos painéis um pouco abaixo da taxa de inflação. Já as margens dos produtos da companhia terão uma leve recuperação, afirmam os analistas, em meio à diluição do aumento dos custos fixos e devido à redução dos custos da resina à taxa de câmbio, sendo ajudada pelo fortalecimento do real em relação ao dólar. 

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Margens limitadas da Deca
Já para a Deca – divisão de metais sanitários e louças sanitárias -, a expectativa dos analistas do banco é de um aumento de crescimento do volume em 8% em 2012, com recuperação no índice de lucratividade já no primeiro semestre após o aumento dos preços em 7% em dezembro.

Milberg e Breasola projetam um aumento na margem Ebitda (relação percentual entre a receita líquida e o Ebitda) em 1% para 2012, passando de 21,3% no quarto trimestre para 22,3%. De acordo com os analistas, uma recuperação mais forte nas taxas de rentabilidade é limitada pelo início das operações em Queimados no segundo semestre desse ano. Para os analistas, essas operações devem reduzir os níveis de capacidade utilizada e aumentar a divisão de receitas da divisão da Deca, levando a menores margens para os produtos metálicos.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.