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SÃO PAULO – Nesta manhã, a Gol (GOLL4) anunciou que irá mudar seu programa de milhagens, o Smiles, visando simplificar o cálculo para os usuários. Com isso, as ações da Smiles (SMLE3) registram perdas de 1,06%, para R$ 27,90, chegando a atingir mais cedo queda de 7,77% em sua mínima do dia.
Para a equipe de análise do Credit Suisse, mudanças no programa eram esperadas desde o IPO da companhia, mas o impacto do novo mecanismo de cálculo pode implicar em uma queda de 50% no volume de milhas emitidas pela Gol, ante uma expectativa anterior de 25%. Atualmente, as emissões de milhas pela Gol representam 20% do volume total de milhas da Smiles e 15% do faturamente bruto da companhia.
Segundo a Gol, para os voos domésticos, o cálculo agora será feito pelo valor da passagem e não mais pela distância do voo. Com isso, na chamada tarifa Flexível, R$ 1,00 será igual a 3 milhas, e na Programada, R$ 1,00 corresponderá a 2 milhas, enquanto no modelo anterior, as tarifas Programada e Flexível acumulavam 100% e 125%, respectivamente, com base na distância entre a origem e o destino percorrido. Já as tarifas promocionais não acumularão milhas, porque, segundo a companhia, “já oferecem benefícios nos preços”.
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Nos voos internacionais a base para acúmulo de milhas continua sendo a distância entre origem e destino final. Agora, o passageiro recebe, no mínimo, 5 mil milhas em voos para os EUA, 3 mil para América Central e Caribe e mil milhas para América do Sul. Para voos codeshare, não existe mínimo, porém as conexões também serão consideradas para o acúmulo de milhas.
Prevendo este efeito colateral, a companhia afirmou que eles devem intensificar o marketing da Smiles com a intenção de aumentar o nível de engajamento em relação aos bilhetes emitidos pela Gol. Um dos planos seria a emissão automática de pontos durante o check-in, ou seja, os membros do programa de fidelidade não precisariam mais inserir seu Smiles ID. Com isso, eles esperam elevar o nível de adesão para 40% em 2013, valor próximo do apresentado pelo programa Multiplus, da TAM.
O Credit Suisse vê um cenário negativo para os papéis, já que, mesmo com a expectativa das mudanças, os impactos são piores que o esperado. Comparado com os números do banco, o potencial de redução em milhas emitidas pela Gol podem cair 8% em 2013 e 40% em 2014. Além disso, eles afirmam que o impacto pode ser de R$ 1,2 por ação da SMLE3.