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Mesmo com conjuntura mais favorável, Positivo deve ter desafios pela frente

Para Coinvalores, resultados do terceiro trimestre não serão expressivos, mas cenário mais à frente deve ser melhor para a companhia

SÃO PAULO – Mesmo prospectando uma conjuntura mais favorável para os próximos anos, apesar da forte concorrência do mercado internacional, a Positivo (POSI3) deve enfrentar grandes desafios pela frente.

É o que projeta a Coinvalores, que possui a recomendação para manter os papéis da companhia, ao ver um curto prazo de dificuldades e incertezas. Desta forma, a Coin possui um preço-alvo para dezembro de 2013 de R$ 5,20, configurando um potencial de apenas 3,17% em relação ao fechamento da última quarta-feira (19). 

Para a analista da corretora, Sandra Peres, os resultados dos próximos trimestres não serão expressivos. Ainda que não haja tendência de queda dos preços da companhia, aponta, a Positivo poderá levar alguns anos para recuperação e gradativa elevação das margens. Outro fator a ser levado em consideração é a concorrência com empresas mundialmente conhecidas, trazendo assim outra barreira para um crescimento mais acelerado. 

Por outro lado, está a movimentação para o lançamento de novos produtos, aumentando o mix ofertado. “Em geral, temos uma companhia em recuperação, que deverá apresentar performance positiva ao longo dos próximos anos, porém com um curto prazo ainda permeado de incertezas e dificuldades”, avalia Sandra, reiterando assim a recomendação para não elevar posicionamento nos papéis POSI3. 

Desempenho do setor
A analista ressalta que o setor tem sofrido com forte concorrência de players internacionais que, associado ao efeito do lançamento do Windows 8, fez com que varejistas postergassem as vendas de computadores, ocasionando uma retração neste ano nas vendas de notebooks e desktops.

Por outro lado, o mercado de tablets no país vem crescendo em nível acelerado. Neste cenário, as vendas de computadores sofreram retração no terceiro trimestre para a Positivo, assim como forte elevação de custos e forte queda Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações), avalia a analista.