Melhora do desempenho operacional impacta resultados da Copel

Reajustes tarifários, fim da política de descontos, aumento das vendas e da base de clientes são pontos positivos destacados

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SÃO PAULO – Em teleconferência realizada nesta sexta-feira (11) sobre o balanço da Copel (CPLE6) no terceiro trimestre deste ano, a administração da companhia destacou a melhora do desempenho operacional da empresa nos primeiros nove meses de 2011, os investimentos no período e a política de distribuição de dividendos.

A empresa revelou lucro líquido de R$ 346 milhões no 3º trimestre deste ano e de R$ 988 milhões nos 9 primeiros meses do ano, com crescimentos de, respectivamente, 19,7% e 14,9% na comparação anual. Já o Ebtida (geração operacional de caixa) da companhia avançou 10,2% entre julho e setembro deste ano, para R$ 503 milhões, e 15,7% nos 9 primeiros meses do ano, para R$ 1,6 bilhão.

Resultado operacional e despesas
Segundo, Ricardo Portugal Alves, diretor de relações com investidores da Copel, o avanço anual de 13,4% na receita operacional da companhia entre janeiro e setembro deste ano foi impactado por fatores como aumento nas vendas, reajustes tarifários, aumento na base de clientes e fim da política de descontos. “O crescimento de nosso mercado tem sido superior às médias das regiões Sul e Sudeste do país”, completa Alves.

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Já os custos e despesas tiveram um aumento de 11,2% na mesma base de comparação. “Este acréscimo se deve em razão da conta de energia elétrica comprada para revenda de energia, bem como o aumento de 27% na compra de gás natural também por conta do aumento das vendas e outras despesas”, afirma a companhia.

Investimentos da companhia
O diretor presidente da companhia, Lindolfo Zimmer, destacou os investimentos da Copel neste ano, que está envolvida em projetos de quatro novas plantas de geração e de 5 plantas de transmissão localizadas no Paraná, Mato Grosso, São Pauloe Rio Grande do Norte. “Também participaremos dos próximos leilões de energia que devem ocorrer até o final do ano. Estamos visualizando inúmeras possibilidades de crescimento no longo prazo”, completa.

A Copel pleiteia cerca de R$ 1,5 bilhão junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômio e Social) para desenvolver projetos. “Esse projeto está em análise no momento. Além disso, temos uma janela aberta para a emissão de debêntures no mercado doméstico, que vai depender de aquisições que estão sendo analisadas. Também participaremos ao longo do próximo ano”, constata o diretor presidente da empresa.

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Distribuição de lucro
A companhia do setor energético distribuiu 35% de seu lucro no primeiro semestre deste ano em dividendos a seus acionistas, no valor de R$ 225,8 milhões. A nova administração, que tomou posse neste ano, conta com uma reavaliação contínua do fluxo de caixa e de seu planejamento estratégico.

“Aumentamos em 10% o patamar que tínhamos para a distribuição de dividendos, pois queremos atender as expectativas dos acionistas. Continuaremos a trabalhar nessa direção, seja pelo aumento dos resultados, seja pelo avanço da política de distribuição, trazendo equilíbrio para o investidor e para a empresa”, disse Zimmer.