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SÃO PAULO – A Marfrig (MFRG3) vê abertura de oportunidades para aumentar sua produção tanto no mercado doméstico quanto internacional ao longo de 2012, tendo em vista o retorno da operação de três plantas no Brasil, aliado ao câmbio favorável e à melhor condição do mercado, disse o vice-presidente de finanças e relações com investidores da companhia, Ricardo Florence dos Santos em entrevista realizada com o portal InfoMoney nesta terça-feira (26), após a divulgação de resultado do primeiro trimestre.
Embora o balanço da empresa tenha vindo positivo na visão não só dos analistas de mercado como também dos investidores – os papéis da Marfrig fecharam o pregão desta terça com alta de 5,25%, a maior do Ibovespa -, o endividamento dela ainda é um componente de risco importante.
Segundo Santos, a desalavancagem da companhia tem sido uma questão crucial para a Marfrig, uma vez que ela tem como objetivo de longo prazo se tornar uma empresa com “grau de investimento” – nota atribuída pelas agências de classificação de risco para empresas com bom perfil de dívida. Diante disso, o executivo lembrou a venda dos ativos de logística da Keystone Foods nos Estados Unidos, Europa, Oceania e Ásia, o que gerou um ingresso de US$ 390,1 milhões em recursos no caixa da companhia.
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Foco no mercado doméstico derruba exportação
Em relação à queda nas exportações no primeiro trimestre, o vice-presidente de finanças ressalta que isso é reflexo do fato da empresa pelo mercado doméstico por uma questão de maior lucratividade, já que o internacional pagou preços menores no período, mas que gradativamente deve retormar o patamar anterior. A carne brasileira tem competitividade, tendo em vista o câmbio favorável, e a Marfrig deve aproveitar essa oportunidade no decorrer do ano, disse o executivo.
Enquanto o lucro líquido da empresa cresceu 46,7% na comparação entre o primeiro trimestre de 2011 e 2012, a receita operacional líquida caiu 0,4%, devido à sazonalidade do período e o impacto nos volumes e nos preços de vendas das exportações de frango, causado pelo excesso de estoques em regiões, como Japão e Oriente Médio.
Santos apontou que “esse super estoque é em virtude de poucos players no mercado, que acabou gerando esse excesso no Japão e no Oriente Médio e, consequentemente, houve uma queda de preços e o destino de nossos produtos para outras exportações”. Porém, ele acredita que gradativamente esses mercados irão melhorar, embora ainda não estejam no preço praticado no ano anterior.