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SÃO PAULO – Juntamente com a divulgação do resultado de 2013, a Marfrig (MRFG3) disse que está “em fase exploratória” para uma possível abertura de capital de uma das duas subsidiárias estrangeiras – Keystone ou Moy Park. Segundo o CEO (Chief Executive Officer) da companhia, Sergio Rial, há muitos investidores estrangeiros que têm a fabricante de alimentos no radar dos investimentos, tendo em vista a expectativa de reviravolta operacional do grupo.
Embora ainda em fase inicial, a notícia pode ter impacto positivo nas ações da companhia na Bovespa no curto prazo. Um dos motivos está associado ao “atraso” de múltiplos da Marfrig em relação aos seus concorrentes nacionais e internacionais, o que pode ajustar a companhia à realidade de seus pares explicou Rial em coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira (10) na sede da Marfrig, localizada em São Paulo.
Atualmente, a Marfrig é negociada na Bolsa com um múltiplo EV/Ebitda (Valor da firma/Ebitda, que é o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) entre 5,5x e 5,7x. Seus pares domésticos atualmente possuem um EV/Ebitda na faixa de 6,0x e 6,5x, ao passo que os concorrentes da Moy Park – que possui maciça participação no mercado europeu, em especial na Inglaterra – são negociados na bolsa com múltiplos na faixa de 8,0x e 10,0x.
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“O múltiplo atual da Marfrig está muitíssimo baixo. Então, a confirmação de um IPO (Oferta Pública Inicial, na sigla em inglês) de uma das subsidiárias já abre uma possibilidade de valorização que não está embutida atualmente na ação”, explica o CEO da empresa.
No processo de IPO, a empresa que vai entrar no mercado é precificada com base nos seus pares; como as bolsas na Europa e nos EUA estão em um momento muito melhor do que a Bovespa, o preço das empresas negociadas por lá naturalmente estão em um melhor momento do que as de cá. Logo, a abertura de capital da Moy Park ou da Keystone pode resultar em uma forte captação, impactando positivamente o grupo.
Todas as opções estão em aberto
Ele reforça que todas as possibilidades estão em aberto neste estudo, ou seja, a Marfrig pode concluir que vale a pena abrir o capital das duas empresas, de apenas uma delas ou até mesmo de nenhuma delas.
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Rial faz questão de reforçar que o IPO não faz parte das metas da Marfrig para 2014. “A meta da Marfrig para o ano é o guidance, e não um possível IPO. Não é promessa, queremos apenas manter a transparência da nossa estratégia financeira com o mercado”, ressalta o CEO.
Em seu relatório de resultados, a companhia diz que os objetivos para realizar um IPO são: “manter uma margem confortável de controle; injetar capital adicional para um crescimento orgânico mais acelerado principalmente na Europa e Ásia; e utilizar parte desses recursos para uma redução adicional do endividamento do grupo, levando a uma reprecificação do equity da companhia”.