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SÃO PAULO – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, teria se recusado a elevar os preços dos combustíveis apesar dos pedidos de executivos da Petrobras (PETR3, PETR4), informou a Bloomberg, nesta quarta-feira (4). Com isso, as ações ordinárias da estatal fecharam com queda de 1,32%, a R$ 15,75, enquanto as preferenciais recuaram 1,78%, para R$ 16,60 – na mínima do dia, ambos os papéis caíram mais de 2%.
O ministro teria recusado pedidos de alta dos preços em abril e maio, citando que o cumprimento das metas de produção aliviaria dificuldades financeiras da Petrobras, disse uma fonte com conhecimento direto das negociações à agência de notícias.
Os executivos da empresa, no entanto, vêm alertando o ministro de que os subsídios contínuos poderiam resultar em um eventual rebaixamento de rating e aumento de custos de financiamento. Desde o ano passado, Mantega tem pressionado a estatal a aumentar a produção para reduzir a importação.
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Em maio, a presidente da estatal, Maria das Graças Foster, defendeu que precisa ser feito um aumento nos preços dos combustíveis a médio e longo prazo, mas não falou em data nem percentual. O reajuste dos preços dos combustíveis é defendido diante da diferença entre os preços cobradas no mercado interno e quanto a empresa paga para importar o combustível.
Mesmo com os alertas, o ministro teria dito à presidente da Petrobras, em abril e maio, que o real mais fraco teria ajudado finanças de curto prazo da empresa quando foi pedida a autorização para aumentar os preços, comentou a fonte à Bloomberg.
No ano passado, houve dois reajustes nos preços da gasolina. O primeiro aconteceu em janeiro, quando a Petrobras subiu o valor do diesel em 5,4% e da gasolina em 6,6%. O último reajuste aconteceu no fim de novembro, quando a estatal comunicou que os preços da gasolina e diesel subiram nas refinarias, sendo 4% para a gasolina e 8% para o diesel.