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SÃO PAULO – A Lupatech (LUPA3) está próxima de fechar um plano de reestruturação total, disseram ao InfoMoney duas fontes com conhecimento do negócio que não quiseram se identificar. Isso salvaria a empresa de seus problemas atuais, como o alto endividamento, sem perspectiva de pagamento – a empresa já atrasou o pagamento de juros.
Esse plano pode contar com um aporte de recursos que, de acordo com o Relatório Reservado, viria de dois grupos que se tornariam os maiores acionistas da empresa, a Vinci Partners e a GP Investimentos (GPIV33), que já é acionista da empresa. A empresa mudaria de mãos, passando a ser controlada por essas duas empresas. A Petros, outra acionista da Lupatech, também poderia colocar dinheiro, mas o BNDES, que tem 30% de participação acionária, ficaria de fora da injeção de recursos.
A média de volume e negócios envolvendo ações LUPA3 cresceu bastante nas últimas sessões. Nesta sessão, as ações da fabricante mostram forte valorização: depois de um demorado leilão, as ações subiram 50% e fecharam aos R$ 0,63 – ganhando força durante a tarde. A ação movimentou R$ 5,89 milhões, muito acima da média dos últimos 21 pregões, que ficou em R$ 268 mil.
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Reestruturação
No início do ano, a empresa contratou o Bank of America para reestruturar as dívidas – processo que está próximo de terminar, conforme apurou o InfoMoney, com um plano de reestruturação já próximo de ser encaminhado ao conselho de administração para aprovação.
De acordo com uma fonte, o BNDES seria o “cabeça” da reestruturação – já que o governo considera o fornecimento de equipamentos para a indústria do petróleo algo “estratégico” -, mas o banco não entraria ele mesmo na capitalização, mas apenas financiaria futuros projetos.
Até o final da operação, a empresa deve continuar vendendo ativos não-estratégicos. Recentemente a Lupatech confirmou a venda da fábrica Tubular de Rio das Ostras para a Vallourec.
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Após fazer um elevado investimento em aquisições e na expansão de capacidade nos últimos anos, a Lupatech entrou em uma grave crise porque o número de contratos fechados, principalmente com a Petrobras, acabou ficando bem abaixo do esperado. A empresa começou a atrasar pagamentos a credores e chegou a ser alvo de um pedido de falência, posteriormente retirado.
A empresa tem pressa para resolver sua situação e acalmar os credores e tenta a todo custo evitar um pedido de recuperação judicial. O caminho buscado passa pela renegociação das dívidas e pela injeção de capital de um sócio novo.