Crise na aviação

Lufthansa prepara equipe para mais cortes de empregos e frota

O aumento dos casos de coronavírus na Europa levou a maior companhia aérea do continente a revisar o plano de recuperação e reduzir suas ambições

(Bloomberg) — A Deutsche Lufthansa prepara cortes mais acentuados da força de trabalho global e da frota aérea do que o planejado anteriormente, já que a recuperação do tráfego aéreo não se concretizou.

Regras recentes que obrigaram passageiros a ficarem em quarentena tiveram um efeito catastrófico nas reservas, disse o diretor-presidente da empresa, Carsten Spohr, à equipe em reunião na terça-feira, de acordo com pessoas presentes. Para outubro, as reservas de assentos correspondem a menos de 10% dos níveis do ano anterior, disseram as pessoas, que pediram anonimato.

O aumento dos casos de coronavírus na Europa levou a maior companhia aérea do continente a revisar o plano de recuperação e reduzir suas ambições para lidar com a deterioração do mercado.

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A Lufthansa, que aceitou um resgate do governo alemão de 9 bilhões de euros (US$ 10,7 bilhões) no início de junho, agora estima que a recuperação do tráfego aéreo se estenderá até meados da década. Não está claro quando – e se – a receita vai se recuperar de volta ao recorde de 2019 devido à queda das viagens de negócios que atingiu a Lufthansa, disse o CEO, de acordo com as pessoas.

Recuperação mais lenta

Spohr disse na terça-feira que trabalha em medidas que vão além do plano existente para reduzir a frota da Lufthansa em cerca de 100 jatos e eliminar o equivalente a 22 mil posições em tempo integral, já que o programa anterior não será suficiente, segundo as pessoas.

Além dos cortes de curto prazo, a companhia aérea tomará medidas para aumentar o foco nos clientes e se tornar mais sustentável, disse o diretor-presidente, já que os gerentes da Lufthansa estabeleceram prioridades além da pandemia.

Embora a Lufthansa tenha planejado elevar a capacidade gradualmente para cerca da metade dos níveis normais até dezembro – uma previsão incluída nas apresentações a investidores ainda na semana passada -, o CEO disse que provavelmente ficaria satisfeito se a Lufthansa pudesse oferecer 25% dos assentos do nível do ano anterior, disseram as pessoas. No momento, o tráfego corresponde a menos de 20% do ano passado, disseram as fontes.

Nenhuma decisão final foi tomada, afirmou um porta-voz da Lufthansa.

Spohr negou informações de que a Lufthansa cortaria até 42 mil empregos, classificando os números como “altos demais”, disseram as pessoas. Ainda assim, a direção da companhia aérea alemã vai propor ao conselho fiscal um número superior às 22 mil posições que planejava eliminar.

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