Lojas Americanas estende recompras de ações, mas cenário é de cautela

Desempenho da empresa continua sendo emperrado pelos números da B2W e, enquanto isso não mudar, SLW mantém recomendação de manutenção para ações da varejista

Fachada de loja física das Americanas
Fachada de loja física das Americanas

Publicidade

SÃO PAULO – De agosto para cá diversas empresas lançaram ou renovaram programas de recompra de ações. A última foi a Lojas Americanas (LAME4), que na véspera comunicou ao mercado a extensão do seu programa por mais 365 dias, a contar pelo dia 25 de agosto.

Com o sinal verde das empresas, pode ser o momento de muitos investidores montarem posições nesses papéis, com uma grande motivação: o preço das ações está barato. Porém, o caso da Lojas Americanas deve ser observado com mais cautela, uma vez que a empresa vem sofrendo bastante com o resultado pífio da B2W Varejo (BTOW3), disse o analista Cauê Pinheiro. No segundo trimestre, a dona dos sites Americanas.com, Submarino e Shoptime anunciou prejuízo líquido maior do que o esperado pelo mercado, de R$ 38,9 milhões, elevando as perdas em 86,1% na comparação com o mesmo período de um ano antes.

Vale lembrar, no entanto, que no pregão da última quarta-feira (5), as ações da Lojas Americanas subiram 4,67%, refletindo principalmente a extensão do programa de recompra de ações, com o objetivo de permanencia em tesouraria ou posterior cancelamento. Até a data da reunião do conselho de administração no último final de semana, em que foi decidido pela prorrogação do prazo, foram adquiridas 10,7 milhões de ações ordinárias e 26,2 milhões de preferenciais, restanto adquirir um saldo de 80,9 mil papéis ON e 10,2 milhões de ativos PN.

Continua depois da publicidade

Veja mais: Empresas voltam a recomprar ações: consigo tirar proveito disso?

O analista, contudo, segue com recomendação de manutenção para os papéis da companhia. “O que ainda emperra a expansão da companhia é a B2W. A partir do momento que a empresa mostrar que ela está conseguindo reverter o resultado fraco, o cenário vai mudar”, reforça Pinheiro. No ano, as ações da empresa acumulam uma valorização de 36,97%.