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Lista negra de Trump não consegue impedir expansão da Huawei

A empresa registrou aumento de 18% das vendas, atingindo um novo recorde de 850 bilhões de yuans (US$ 122 bilhões) no ano passado

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(Bloomberg) — Nos dias seguintes ao anúncio do governo dos Estados Unidos de que iria barrar a compra de importantes componentes do país pela Huawei Technologies, o fundador da empresa chinesa, Ren Zhengfei, convocou uma reunião de emergência com seus principais executivos na sede em Shenzhen.

Em uma grande sala de conferências, o bilionário pediu um relatório ao responsável de cada unidade de negócios sobre como seriam afetados pela proibição do governo Trump, que impede empresas americanas de fornecerem uma variedade de produtos, como semicondutores e software.

As avaliações foram assustadoras. “Pensávamos que tínhamos perdido o mundo”, disse Will Zhang, que participou como presidente de estratégia corporativa.

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Mas os executivos foram muito pessimistas. A Huawei registrou aumento de 18% das vendas, atingindo um novo recorde de 850 bilhões de yuans (US$ 122 bilhões) no ano passado, embora a receita tenha caído cerca de 23% no primeiro semestre com metas internas abaixo do esperado.

As projeções da empresa para 2020 são semelhantes. A Huawei mantém a invejável posição de ser a maior fornecedora mundial de equipamentos de comunicação para operadoras de telecomunicações e a maior fabricante de smartphones do mundo depois da Samsung Electronics.

A Huawei não está apenas sobrevivendo, mas de fato prosperando em algumas áreas. A questão é: por quanto tempo? Na semana passada, executivos alertaram em um memorando de Ano Novo que a sobrevivência em si é uma prioridade, pedindo aos funcionários que se preparem para um difícil 2020.

Estoques com componentes da lista negra divulgada em maio de 2019 estão se esgotando. A empresa não pode mais contar apenas com o “momentum” para impulsionar os negócios, alertou o presidente rotativo, Eric Xu.

Como a Huawei sobreviveu às restrições da lista negra dos EUA pode ser um caso de consequências não intencionais a ser estudado e uma vasta mudança em andamento na produção global de TI.

A Huawei é uma grande cliente para todos seus fornecedores, e alguns realmente cortaram laços após a divulgação da lista negra. Outros migraram para rivais no Japão e na Coreia do Sul.

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Mas empresas dos EUA com amplas operações globais, como a Microsoft e a fabricante de chips Micron Technology, encontraram formas legais de contornar a proibição, apoiando-se na produção fora dos EUA para que os produtos destinados à Huawei não fossem atingidos.

A própria Huawei colocou exércitos de engenheiros para trabalhar na reformulação de produtos e, assim, reduzir sua dependência de componentes americanos.

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