Licença para estrada de ferro reduz risco de crescimento da Vale

Analistas do Barclays enxergam com bons olhos a obtenção de licença para expansão da Estrada de Ferro Carajás pela mineradora

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SÃO PAULO – A licença obtida pela Vale (VALE5; VALE3) para expandir a Estrada de Ferro Carajás (EFC) é um importante fator de redução de risco para o crescimento futuro da companhia no segmento de minério de ferro. Esta é a avaliação dos analistas do Barclays, de acordo com relatório publicado nesta segunda-feira (19).

“Em nossa opinião, os atrasos/complicações em garantir as principais licenças para os projetos de minério de ferro têm sido um grande obstáculo para as mineradoras do país”, destaca a equipe do banco britânico.

Mais cedo, a Vale informou que recebeu uma licença de instalação pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais e Renováveis), junto com a ASV (Autorização para Supressão de Vegetação), o que permite o início das obras que visam aumentar a capacidade da EFC para 230 milhões de toneladas métricas por ano.

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A concessão da licença é um passo importante para a execução do projeto S11D, conhecido também como Serra Azul. Com um investimento total de US$ 19,5 bilhões, o Serra Azul deve acrescentar entre US$ 5 bilhões e US$ 6 bilhões ao atual valor presente líquido da Vale, conforme previsão do Barclays.