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SÃO PAULO – A licença prévia ambiental garantida a MMX Mineração (MMXM3) deverá reduzir os riscos secundários associados à expansão da sua Unidade de Serra Azul, afirmou o Barclays. Contudo, os principal risco, a habilidade de executar o projeto mesmo com problemas de financiamento, permanecerá.
Mesmo diante desse cenário, as ações estão com um desconto excessivo, levando o banco inglês a manter sua recomendação overweight (exposição acima da média) e preço-alvo de R$ 12,00, o que representa potencial teórico de valorização de 53,65% frente ao fechamento de terça-feira (30).
Ação está subprecificada
Apesar do governo mineiro ter garantido licença prévia para o projeto de expansão, a empresa ainda caece de uma licença de instalação para começar essa expansão. Leonardo Correa, Pedro Grimaldi e Luiz Fornari, analistas do banco britânico, acreditam que receber essas licenças é fundamental para garantir financiamento.
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Esse é o grande problema da empresa de Eike Batista no momento, afirma a equipe de análise. “Essa preocupação se reflete excessivamente no preço da ação da MMX”, salientam, discordando desse fato. Para eles, os investidores agora deverão reavaliar os riscos acerca dessa expansão, o que deverá colaborar para o preço da ação.
Além disso, Correa, Grimaldi e Fornari lembram que há outros elementos também não computados nos papéis da mineradora: como os projetos de Pau de Vinho, do Chile e de Bom Sucesso. A expansão de seu porto também é apontado como driver ainda não precificado pelos analistas.