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SÃO PAULO – O leilão da usina de Teles Pires termina com um resultado neutro para a Eletrobras (ELET3, ELET6), diz a Ativa Corretora. Apesar de não ter vencido a disputa, “movimentos negativos como este estão plenamente precificados nos papéis da estatal”, opina o analista Ricardo Corrêa em relatório divulgado nesta sexta-feira (17).
No último leilão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o consórcio formado por Furnas, Eletrosul, Neoenergia e Odebrecht saiu vencedor. O lance oferecido foi de R$ 58,35 por megawatt/hora, que representa um deságio de 33% em relação ao preço-teto de R$ 87/MWh. Segundo a Ativa, a oferta decisiva veio dentro das expectativas.
“Ressaltamos, contudo, que o resultado final do leilão de Teles Pires neutraliza o risco de participação da Tractebel (TBLE3) e Copel (CPLE6), que eram dois fortes competidores na disputa pela usina”, diz Corrêa, em relatório. Ele reitera que, apesar da TIR (Taxa Interna de Retorno) não superar o custo de capital da Eletrobras, movimentos como este já estão precificados na ações da companhia de energia.