Justiça suspende parte das obras de ferrovia de Carajás; Vale vai recorrer

A ampliação da ferrovia é uma medida importante no plano de expansão da produção da Vale em sua principal região produtora de minério de ferro

Reuters

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RIO DE JANEIRO  – A Justiça Federal no Maranhão suspendeu parte das obras para a duplicação da Estrada de Ferro Carajás da Vale (VALE3;VALE5), após o Ministério Público Federal (MPF/MA) propor uma ação civil pública, com pedido de liminar, por entender que as obras vêm gerando impactos a um povo indígena da região.

A ampliação da ferrovia é uma medida importante no plano de expansão da produção da Vale em sua principal região produtora de minério de ferro.

A suspensão ocorre no trecho próximo à terra indígena Caru, que abriga o povo Awá-Guajá, entre os quilômetros 274 e 326 da ferrovia, em Alto Alegre do Pindaré (MA), segundo a Vale. A decisão foi tomada pelo juiz da 8ª Vara Federal do Maranhão.

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O MPF defende que o Ibama emitiu a licença mesmo observando os impactos ao povo indígena e sem a fase de consulta livre e informada ao povo impactado. Acusa também a Funai de não ter realizado adequadamente consulta prévia aos índios.

Procurada, a Vale afirmou que “adotará os recursos e medidas cabíveis para o restabelecimento das obras”.

“A Vale informa que as obras de ampliação estão sendo realizadas dentro da faixa de domínio da EFC e o processo de licenciamento seguiu estritamente a legislação aplicável, tendo autorização do Ibama e da Funai”, afirmou a Vale.