Justiça extingue processo de Tanure contra TIM

Companhia reitera que "todos os seus balanços são sólidos, transparentes e auditados por empresas independentes"

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SÃO PAULO – A TIM (TIMP3) informou nesta segunda-feira (15) que a juíza Márcia Cunha, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, extinguiu o processo movido pela JVCO, do empresário Nelson Tanure, contra a Telecom Itália, que controla a operadora de telefonia brasileira. 

Segundo o comunicado, a juíza confirmou que o acionista Nelson Tanure não tem participação suficiente para iniciar o processo, já que possui menos de 5% do capital da TIM. A operadora ainda reiterou que “todos os seus balanços são sólidos, transparentes e auditados por empresas independentes”. 

Na semana passada, a JVCO entrou com ação na Justiça acusando a Telecom Itália de exercer abuso de poder de controle e de causar prejuízo à operadora e seus acionistas. A ação reivindicaria o pagamento de indenização, apontando como parâmetro para o montante da indenização a depreciação do valor de mercado da companhia. Desde o afastamento de Luca Luciani, ex-presidente da TIM, os acionistas viram o valor da empresa ser reduzido em mais de um terço, o que corresponde a uma perda de R$ 10 bilhões. 

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Na época, a JVCO acusava a TIM de irregularidades no balanço, afirmando que a empresa tem uma pendência no valor de R$ 6,6 bilhões, alegação negada pela operadora e que gerou um tombo no valor das ações da companhia. Segundo a JVCO, a Telecom Italia indicou Luciani para os cargos de membro do Conselho de Administração e presidente da TIM, “quando sabidamente já se encontrava sob investigação promovida pelo Ministério Público italiano, por suspeita de prática de fraudes com o propósito de inflar a base de clientes da Telecom Italia”, dizia nota divulgada pelo grupo. 

Vale lembrar que a TIM tem enfrentado uma série de revezes nos últimos meses, como a suspensão de vendas do segmento de telefonia móvel em diversos Estados aplicada pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) em julho por má qualidade.