JPMorgan reforça otimismo com Hypermarcas e espera que ação suba 19% em 2014

Durante evento da empresa com analistas e investidores, banco gostou do tripé de desenvolvimento baseado em execução, inovação e crescimento orgânico; preço-alvo foi elevado em R$ 2,00

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SÃO PAULO – Depois de sair do encontro com analistas e investidores organizado pela Hypermarcas (HYPE3) em 3 de dezembro, a equipe do JPMorgan manteve boas perspectivas para o futuro da companhia e elevou o preço-alvo para os papéis HYPE3 de R$ 20,00 para R$ 22,00 para o fim de 2014, reiterando a recomendação overweight (desempenho acima da média do mercado) para as ações.

De acordo com relatório divulgado após o evento, os analistas Andrea Teixeira, Joseph Giordano e Pedro Leduc destacaram as boas impressões tanto dos analistas que montam relatórios de recomendação (sell side) quanto os gestores de recursos (buy side), com a empresa reforçando seu foco em execução, crescimento orgânico e inovação e marketing até 2017. “O objetivo de longo prazo é acelerar o crescimento, uma vez que a reestruturação da produção e distribuição/vendas estão finalizadas e a estrutura de capital está adequada. Com a faxina caseira feita, acreditamos que o andamento do crescimento deve continuar resiliente”, afirmam.

Os analistas do banco destacam também o potencial da companhia em ocupar espaços em branco na cadeia produtiva de drogarias. “As vendas diretas para grandes farmácias aumentou de 20% para 40% sob a nova estrutura de vendas”, que consistiu sobretudo na redução de 60 para 30 no número de marcas da companhia, segundo a equipe do JPMorgan.

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Vale ressaltar também a expectativa da empresa em ampliar a participação dos novos lançamentos no total de vendas da companhia. Nos últimos anos, a relação era de 8%, enquanto o objetivo é atingir o patamar de 15/20%. “Recentemente a Hypermarcas conseguiu aprovação das moléculas genéricas para dois dos medicamentos mais vendidos, e extensão para sua linha para vitamina D, que foi um grande hit. Além disso, há 299 produtos pendentes de aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), e outras 291 em desenvolvimento”, afirmaram Teixeira, Giordano e Leduc.

Potencial de alta de 19% em 2014
Entre os riscos apresentados pelos analistas para a consolidação do cenário projetado, aparecem possíveis pressões de margens decorrentes de elevações nos preços das matérias-primas, deterioração da economia brasileira pior que a esperada, perda de benefícios fiscais obtidos pela empresa, além de um eventual cenário de complicação da competitividade – fator que poderia trazer redução nas margens ou enfraquecimento nas vendas da Hypermarcas.

Na última terça-feira (10), as ações HYPE3 registraram queda de 0,75%, precificadas em R$ 18,46, acumulando ganhos de 12,21% no ano. Considerando o preço-alvo dos analistas do JP ao final de 2014, os papéis da companhia apresentam um espaço para avançar mais 19,18% até o final do ano que vem.


Responsável pela cobertura de política do InfoMoney, coordena o levantamento Barômetro do Poder, apresenta o programa Conexão Brasília e o podcast Frequência Política.