Petrobras

JPMorgan eleva recomendação da Petrobras para overweight e preço-alvo sobe para R$ 18,00

"Acreditamos que é tempo de uma abordagem mais construtiva e pragmática quando olhamos para a companhia", destacam analistas em relatório

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SÃO PAULO – O banco JPMorgan elevou a recomendação para os ADRs (American Depositary Receipts) da Petrobras (PETR3;PETR4) de neutro para overweight (exposição acima da média) e elevou o preço-alvo para o final de 2016 de US$ 7,00 para US$ 10,50 para os ADRs e de R$ 11,00 para R$ 18,00 para os papéis PETR3 e PETR4. 

“Nós continuamos a ver a Petrobras como um case de desalavancagem, dependente principalmente dos preços do brent e da taxa de câmbio. Acreditamos, porém, que é tempo de uma abordagem mais construtiva e pragmática quando olhamos para a companhia, dado que o acionista controlador não só tem a capacidade, mas está ansioso para melhorar a percepção dos investidores sobre a companhia”, afirmam os analistas Marcos Severine e Felipe dos Santos, que assinam o relatório.

Segundo eles, o alto nível de endividamento combinado a um recorrentemente fraca ou negativa geração de fluxo de caixa até 2021 torna a tese de investimento da Petrobras ainda mais desafiadora, com pouco espaço para práticas de má gestão ou interferência política.

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“Apesar de acreditarmos que a definição e a divulgação de uma fórmula de precificação para é pouco provável de ocorrer na atual administração, estamos confiantes de que o governo vai evitar a qualquer custo grandes perdas no segmento de refinaria. Esta é a peça fundamental para evitar um downgrade do crédito, a nosso ver, uma vez que a manutenção de uma margem Ebitda positiva, juntamente com um plano de investimento mais conservador são fundamentais para desalavancar a Petrobras”, afirmam os analistas.

Assim, na opinião deles, a Petrobras tornou-se uma empresa com ??futuros catalisadores. Além disso, os analistas esperam que a relação entre o valor da empresa e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) registrem queda, passando de 6,8 vezes em 2015 para 5,9 vezes em 2016, com maiores margem Ebitda no segmento de refino.

O que esperar para o plano de negócios?
Segundo o JPMorgan, o plano de negócios da estatal será marcado pelo conservadorismo, uma vez que a empresa precisa confirmar a viabilidade da desalavancagem em um cenário de preços baixos do petróleo e volatilidade no câmbio.

“Por isso, esperamos que a Petrobras corte o capex drasticamente (US$ 26 bilhões por ano até 2019), o que deve impactar a produção nacional de petróleo”, avaliam os analistas. Eles avaliam ainda que haverá uma queda na relação entre a dívida líquida e o Ebitda para 3,6 vezes em 2019. 

Os analistas também esperam um aumento de 10% dos preços de gasolina na refinaria já no terceiro trimestre de 2015, uma vez que os combustíveis estão sendo vendidos a um desconto de cerca de 12% frente os preços praticados no exterior. Já com relação ao diesel, os analistas não esperam que a Petrobras o reajuste no curto prazo, uma vez que ele está sendo negociado no mercado interno a um prêmio. Contudo, em 2016, os preços devem ser reajustados em 13% (diesel) e 7% (gasolina). Severine e Santos não consideram uma fórmula de precificação do diesel e da gasolina, mas destacam que haverá mudanças positivas com relação ao reajuste de preços.

A Petrobras atendeu as suas necessidades de caixa para 2015 e 2016, considerando que os empréstimos totalizaram US$ 14,7 bilhões, avaliam os analistas. 

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