JPMorgan cita 3 razões para comprar Vale e eleva preço-alvo da mineradora

Banco coloca a mineradora brasileira como top pick do setor, tendo em vista o valuation atrativo e os resultados positivos da gestão atual

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SÃO PAULO – Destacando 3 catalisadores para a empresa, o JPMorgan reiterou a recomendação overweight (desempenho acima da média do mercado) e elevou o preço-alvo dos ADRs (American Depositary Receipts) da Vale (VALE3; VALE5). Para o banco, a mineradora possui um bom cenário de crescimento de volumes e com os cortes de custos mais do que compensando a queda dos preços de minérios.

De acordo com os analistas Rodolfo Angele, Mandeep Manihani e Lucas Ferreira, que assinam o relatório do JP, as questões que limitavam os ganhos das ações – como o novo código de mineração e as obrigações fiscais – estão perdendo forças. Para eles, mesmo com as discussões ainda pendentes, os investidores estão mostrando mais confiança de que não haverá quebra de contratos ou de que ela arque totalmente com custos caso a decisão para a companhia seja desfavorável. 

Com isso, Angele, Manihani e Ferreira elevaram os preços dos ADRs equivalentes aos papéis ON de US$ 22,50 para US$ 24,50 e de US$ 22,00 para US$ 24,00 para os ADRs correspondentes a de VALE5, com base nos resultados melhores do que o esperado e nas melhores perspectivas para a companhia. Estes novos preços-alvo representam um potencial de valorização de 49% e 53% frente ao último fechamento.

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Os 3 drivers para a ação
Além da recomendação positiva e do aumento do preço-alvo, o time de análise do banco destaca ainda que a companhia é a top pick do setor de mineração, dado o seu valuation atrativo e ao avaliar que as iniciativas da Vale estão funcionando. Ademais, os analistas apontam 3 “drivers” favoráveis para apostar em um cenário promissor para a empresa.

1º motivo: crescimento dos volumes
O crescimento dos volumes de metais é uma surpresa potencialmente positiva, apontam os analistas. Segundo eles, mesmo em um ambiente de queda de preços, os maiores volumes devem mais do que compensar este cenário e devem se constituir em um fator-chave para a companhia. 

2º motivo: custos menores
O desempenho do primeiro trimestre de 2013 já mostrou que a gestão está cada vez mais disposta a cortar custos. Devido a essa maior disposição, os analistas apontam que há mais ainda a ser feito pelos executivos da mineradora.  

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3º motivo: disciplina de capital
Os analistas apontam ainda que qualquer ação corporativa no sentido de promover maior disciplina de capital deve aumentar o otimismo com a companhia. Além disso, apontam, a companhia apresenta diversas oportunidades, como no caso da Vale Logística Integrada. “No médio e longo prazo, a reputação do corpo executivo da companhia pode se traduzir em uma reavaliação dos múltiplos da Vale”, afirmam. 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.