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SÃO PAULO – O JPMorgan rebaixou a recomendação que tem para os títulos da Petrobras (PETR3; PETR4). Embora estime que a estatal não precisará emitir dívidas em 2015, o banco acredita que a companhia vai precisar de US$ 20,6 bilhões a US$ 34,9 bilhões em financiamento entre 2016 e 2017. Ele também cortou a recomendação que tem para a dívida soberana brasileira.
Segundo a equipe de análise do banco, a recomendação da estatal foi rebaixada para neutra por não considerarem mais atrativa a relação de risco entre valorização e desvalorização, já que se a companhia entregar o balanço auditado do quarto trimestre, isso será um catalisador dos papéis, mas se não for entregue, o risco de default pode levar a uma desvalorização ainda mais forte. Para eles, se a empresa entregar o balanço, os spreads dos papéis podem ter um rali de mais de 50 pontos base, mas, se não for entregue, os spreads podem subir ainda mais, em torno de 300 pontos base.
“O comportamento dos spreads vai depender da capacidade da empresa em fornecer informações financeiras e, se for o caso, o nível de apoio do governo”, comenta.
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Para os títulos brasileiros, eles cortaram a recomendação para underweight (exposição abaixo do mercado), citando riscos dos fundamentos macro agravados pela incerteza do impacto da Petrobras sobre o soberano, o que provavelmente levaria a spreads maiores contra seus pares nos próximos meses. Para a análise, eles consideram ainda o cenário de inflação mais alta, desaceleração do crescimento econômico, aumento do déficit em conta corrente e a erosão das contas fiscais nos últimos anos.
Os analistas veem ainda uma pressão maior sob os bancos públicos, por serem controlados pelo governo. Eles estimam que os cinco maiores bancos brasileiros, excluindo o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), podem prover R$ 70,9 bilhões em financiamento para a estatal, mas salientam que as condições de concessão de empréstimos agora seria provavelmente mais rigorosa, com mais garantias e taxas de empréstimos mais elevadas.