Itaú e Bradesco disparam 8% em NY, após áudio de Lula e Dilma; Petrobras salta 5%

Em diálogos gravados pela PF, Dilma disse que estava enviando termo de posse para Lula usar "em caso de necessidade"

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SÃO PAULO – Uma conversa telefônica entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelada hoje pela Polícia Federal traz mais turbulência às investigações da Operação Lava Jato e provocou disparada de ativos brasileiros negociados nos Estados Unidos. Com a Bovespa fechada, foi possível ver a reação no after market da Bolsa de Nova York, que encerra às 21h00 (horário de Brasília).

Os ADRs da Petrobras PBR, que representam as ações ordinárias da estatal, dispararam 5,26%, a US$ 5,40, depois de terem subido mais de 7%, enquanto os ativos da Vale registraram ganhos de 4,27%, a US$ 4,15. Os bancos, que foram penalizados na Bovespa nesta sessão, registraram as maiores altas no after hours da Bolsa americana. Os ADRs do Bradesco saltaram 8,27%, a US$ 7,07, enquanto Itaú Unibanco subiu 8,10%, a US$ 8,54. 

Em diálogos gravados pela PF, Dilma disse que estava enviando termo de posse para Lula usar “em caso de necessidade”. A ligação foi liberada esta noite pelo juiz federal Sérgio Moro.  

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Moro afirma que alguns diálogos sugerem que Lula já sabia das buscas feitas pela 24ª fase da Operação Lava Jato no início do mês. Além disso, no documento, o juiz afirma que, “pelo teor dos diálogos gravados, constata-se que o ex-Presidente já sabia ou pelo menos desconfiava de que estaria sendo interceptado pela Polícia Federal, comprometendo a espontaneidade e a credibilidade de diversos dos diálogos”.

O juiz diz que algumas em algumas conversas se fala, aparentemente, “em tentar influenciar ou obter auxílio de autoridades do Ministério Público ou da Magistratura em favor do ex-Presidente”. Por outro lado, Moro ressalta que não há nenhum indício nas conversas, ou fora delas, de que as pessoas citadas tentaram, de fato, agido “de forma inapropriada”.