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SÃO PAULO – Como sempre ocorre na divulgação se seu resultado, a Petrobras (PETR3; PETR4) realizou uma coletiva de imprensa com seus principais diretores para comentar os principais pontos de seu balanço do segundo trimestre. Entre outros temas, o presidente da estatal, Pedro Parente, ainda falou sobre IPO da BR Distribuidora e da relação com o BNDES.
Sobre os números em si, o executivo exaltou uma “melhora constante no resultado econômico-financeiro”. Apesar da queda de 15% no lucro registrado, este foi o nono trimestre seguido de fluxo de caixa livre positivo, ficando em R$ 9,4 bilhões entre abril e junho.
Parente lembrou também dos efeitos da nova política de preços de combustíveis, iniciada em julho e que tem levado a reajustes quase que diários na gasolina e no etanol. Segundo ele, o resultado disso será sentido em setembro, mas, na visão da empresa, a política está indo muito bem.
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“A politica foi mudada a partir do inicio de julho. E as importações acontecem com prazo mínimo de 60 dias. A gente só vai ver os resultados da política talvez em setembro, mais provavelmente, quando ela completar os seus dois meses”, afirmou o presidente.
Outro ponto comentado foi o IPO da BR Distribuidora. Parente disse que não há ainda uma definição do percentual que será ofertado. Enquanto isso, o diretor financeiro e de relações com investidores, Ivan Monteiro, disse que a meta de desinvestimentos, de US$ 21 bilhões para o biênio 2017-2018, está mantida. “Temos ao redor de US$ 40 bilhões de oportunidades de desinvestimentos [em análise]”, disse.
A relação com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) também foi abordada. De acordo com Monteiro, a estatal espera contar com recursos de R$ 2 bilhões do banco nos próximos seis meses. Segundo ele, desse total, a empresa espera contar “rapidamente” com recursos da linha Finame, entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão.
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O diretor financeiro antecipou ainda que a estatal vai anunciar uma operação de refinanciamento nas próximas semanas. “Devemos reduzir ainda mais os volumes de vencimentos para 2018, 2019 e 2020”, explicou. A ideia da empresa, em relação a 2018, é reduzir o vencimento de dívidas de US$ 9,3 bilhões para US$ 8 bilhões.
Programa de sucessão
Uma curiosidade interessante apresentada por Parente foi o programa de sucessão de gerentes e executivos da Petrobras e que deve incluir todos os níveis de gerentes, gerentes-executivos e diretores.
“Todas as grandes empresas têm um programa. O objetivo é ter pessoas preparadas sempre que houver necessidade [para sucessão de cargos], preparar banco de talentos. Ter para todas as posições-chave a indicação de pessoas que poderiam assumir em caso de promoção, mudanças [funcionários] de cidades. Tornar absolutamente profissional a escolha de possíveis candidatos. Não tem nada a ver com coisas episódicas, é de caráter permanente”, disse o executivo.